- O rover Perseverance identificou uma concentração notável de carbono macromolecular em rochas na região Bright Angel, em Marte.
- O detector Sherlock foi usado para excitar as rochas com laser ultravioleta e analisar a luz refletida, revelando a presença de carbono macromolecular.
- Pesquisadores ressaltam que, apesar do achado ser relevante, não é evidência de vida; moléculas de carbono podem se formar sem organismos vivos.
- A área onde foi encontrada já apresentava indícios de estruturas geológicas associadas a atividades microbianas antigas, e o rover Curiosity já havia detectado matéria orgânica em outra região marciana.
- A descoberta representa a maior concentração de carbono macromolecular já identificada em Marte, segundo estudo publicado na revista Science Advances.
O rover Perseverance, da Nasa, detectou uma concentração importante de carbono macromolecular em rochas marcianas, em uma região chamada Bright Angel, em Marte. A descoberta ocorreu durante uma missão recente, usando o laser ultravioleta de um instrumento chamado Sherlock para analisar a composição das rochas. A leitura sugere condições passadas potencialmente favoráveis a microrganismos, mas não prova vida.
Os pesquisadores destacam que o carbono macromolecular é comum em materiais associados à vida na Terra, como proteínas, gorduras, açúcares e DNA. Contudo, moléculas desse tipo podem surgir sem atividade biológica, por meio de reações químicas entre rochas, água e impactos. A conclusão é de que a descoberta não evidencia vida, mas é relevante para entender o passado de Marte.
A Bright Angel já era objeto de estudo por apresentar estruturas geológicas associadas a potenciais ambientes habitáveis. O Perseverance pousou em 2021 com o objetivo de coletar rochas marcianas para análise na Terra, visando entender a história evolutiva do planeta.
Outros rovers da Nasa ajudam a ampliar o quadro: o Curiosity já identificou matéria orgânica em rochas de uma cratera em Gale, a cerca de 3.200 quilômetros da Bright Angel. Os dados reforçam a hipótese de que áreas habitáveis teriam existido no passado marciano.
Analistas ressaltam que ambientes possivelmente habitáveis podem ter sido distribuídos pelo planeta, não restritos a um único ponto. A equipe científica segue avaliando a origem das moléculas e as condições que teriam permitido sua preservação ao longo de bilhões de anos.
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