- Petrobras e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vão oferecer 1.500 bolsas de iniciação científica para estudantes negras durante os três anos do ensino médio, em todo o país, por meio do Projeto Inspiração, com investimento de R$ 32 milhões. A assinatura ocorreu em Brasília, no dia 30 de junho.
- A iniciativa prioriza alunas pretas e pardas em situação de vulnerabilidade social e busca incentivar a formação em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e pesquisas ligadas à indústria de óleo, gás e energia.
- Cada bolsa é no valor de R$ 550; as selecionadas deverão participar de atividades como construção de currículo Lattes, produção de artigos e apresentação de resultados ao longo dos três anos do ensino médio.
- O edital será lançado pelo CNPq e universidades com linhas de pesquisa alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 poderão participar; o projeto também acompanhará indicadores como frequência, aproveitamento, produção e evasão para medir impacto educacional e científico.
- A iniciativa deve beneficiar mais de 700 comunidades próximas às unidades da Petrobras, em 141 municípios de 16 estados.
A Petrobras e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciaram o lançamento do Projeto Inspiração, que oferecerá 1.500 bolsas de iniciação científica. As bolsas serão destinadas a estudantes negras durante os três anos do ensino médio, em todo o país, com duração prevista de 2026 a 2029.
O investimento total é de R$ 32 milhões e a iniciativa foi assinada em Brasília na terça-feira, 30 de junho, pela gerente-geral de Pesquisa e Inovação em Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Roberta Alves Mendes, e pelo presidente do CNPq, Olival Freire Júnior. A ação foca em inclusão de mulheres negras em carreiras de STEM.
A seleção prioriza alunas pretas e pardas do ensino médio regular, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social. O objetivo é estimular formação em áreas relacionadas a óleo, gás e energia, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
As bolsistas receberão R$ 550 de ajuda de custeio e deverão construir currículo Lattes, produzir artigos e apresentar os trabalhos ao longo de todo o ensino médio. Os resultados serão avaliados por meio de indicadores de frequência, aproveitamento, produtividade e evasão.
O edital será lançado pelo CNPq e apontará linhas de pesquisa com paralelos aos ODS da Agenda 2030. Universidades com pesquisas pertinentes poderão integrar o programa, conforme critérios de elegibilidade.
Ao todo, a iniciativa pretende beneficiar mais de 700 comunidades vizinhas às unidades da Petrobras, em 141 municípios de 16 estados, ampliando o alcance do projeto para regiões de maior vulnerabilidade.
Dados internos da Petrobras indicam que, entre seus profissionais de STEM, 87% são homens. Desses, 32,75% se autodeclaram pretos ou pardos, enquanto entre as mulheres apenas 1,19% são pretas e 3,38% são pardas, totalizando 4,57%.
A expectativa é que o projeto amplie a participação feminina negra em áreas técnicas e científicas, contribuindo para maior representatividade no setor de energia do Brasil. O acompanhamento do projeto incluirá métricas educacionais e de formação científica ao longo do tempo.
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