- Em experimento com cinquenta adultos na Universidade Anglia Ruskin, houve manipulação digital do rosto para parecer criança, em tempo real.
- O grupo exposto à “ilusão de enfacement” mostrou maior detalhamento de memórias da infância.
- O grupo que viu o rosto adulto não apresentou melhoria na recuperação dessas lembranças.
- A pesquisadora Jane Aspell afirma que o corpo influencia como guardamos e acessamos memórias; a imagem infantil facilita a ativação dessas lembranças.
- Os resultados abrem caminho para potenciais terapias, mas ainda são necessários estudos adicionais para confirmar eficácia em memórias remotas ou traumas.
A pesquisa conduzida por cientistas da Anglia Ruskin University, no Reino Unido, investigou se reconstruir a imagem de nossa infância pode ajudar a recuperar memórias esquecidas. O estudo envolveu 50 adultos, que participaram de uma experiência inovadora sobre percepção corporal e memória.
No experimento, um grupo assistiu a um vídeo em que seus rostos eram digitalmente alterados para parecerem versões infantis de si mesmos. A imagem respondia aos movimentos da cabeça em tempo real, gerando a chamada ilusão de enfacement. O segundo grupo assistiu a um vídeo com o rosto adulto, sem alterações.
Resultados observados
Logo após as sessões, todos passaram por entrevistas sobre lembranças da infância. O grupo exposto à imagem infantil relatou significativamente mais detalhes de histórias da infância, enquanto o grupo com rosto adulto não apresentou melhora nessas lembranças.
O que isso implica
A pesquisadora Jane Aspell afirma que o corpo influencia como guardamos o passado. O estímulo à percepção de um corpo infantil, com proporções diferentes das atuais, ajudaria a reativar memórias adormecidas.
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