- A Organização Meteorológica Mundial afirmou que o El Niño forte deve se desenvolver rapidamente nos próximos meses, aumentando as temperaturas globais.
- Condições surgiram no Pacífico Equatorial, e há consenso entre modelos de previsão de que será um El Niño forte; a OMM pode elevar a previsão se confirmar muito forte.
- As previsões indicam padrões de seca acima da normal em partes da América Central, Caribe, América do Norte e do Sul, além de regiões do sul da Ásia durante as monções.
- O El Niño tende a impulsionar temperaturas globais, com recordes possíveis em anos em que o fenômeno ocorre.
- Os efeitos deverão ocorrer até o final deste ano e se estenderão até 2027, segundo a agência.
- Observadores também destacam que a Europa registrou a pior onda de calor entre 20 e 28 de junho, com impactos na energia, infraestrutura e saúde.
Onda de El Niño forte deve se desenvolver rapidamente nos próximos meses, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A agência elevou a previsão de intensidade e alerta que o fenômeno tende a elevar as temperaturas globais. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira, 3 de julho, em relação ao Pacífico central e oriental.
Segundo a OMM, condições de El Niño já surgiram no Pacífico Equatorial, com consenso entre modelos de previsão de que o episódio será forte. A intensidade é relevante porque aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos ao redor do mundo.
A previsão de início do El Niño moderado a forte foi atualizada após observações recentes. A OMM sinalizou que pode revisar a estimativa para cima se sinais de um El Niño muito forte se confirmarem.
As previsões sazonais apontam padrões típicos de El Niño, com mais seca em áreas como América Central, Caribe, América do Norte e do Sul, além de regiões do sul da Ásia durante as monções na Indonésia e no Sudeste Asiático.
A OMM afirma que o El Niño tende a impulsionar as temperaturas globais, elevando o risco de recordes térmicos em anos de evento. A agência ressalta que a intensidade ajuda a prever impactos climáticos regionais.
A Europa enfrentou uma onda de calor histórica entre 20 e 28 de junho, com impactos na geração de energia, na infraestrutura e na saúde. Especialistas associam o episódio às mudanças climáticas, reforçando a ligação com eventos extremos.
Os efeitos do El Niño devem ser sentidos até o fim deste ano e se estender até 2027, nas palavras da cientista da OMM Álvaro Silva. A previsão atual reforça a necessidade de monitoramento contínuo e preparação.
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