- Estudo brasileiro acompanhou sessenta e quatro mulheres com média de setenta e um anos durante dois anos, divididas em grupo de treino (treinamento) e grupo de controle.
- O programa de musculação ocorreu três vezes por semana, com oito exercícios — quatro para membros inferiores e o restante para superiores — em três séries de oito a doze repetições.
- Quem não treinou teve aumento de onze por cento no índice de massa do ventrículo esquerdo; quem treinou apresentou redução de cinco e meio por cento.
- Os treinos também mostraram melhora em LDL (dez por cento), glicemia em jejum (oito vírgula nove por cento) e pressão arterial.
- O estudo foi desenvolvido pelo Gepemene, vinculado ao Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina, e teve publicação na revista Medicine & Science in Sports & Exercise.
O estudo brasileiro acompanhou 64 mulheres com média de idade de 71 anos, entre 2023 e 2025, por dois anos. Divididas em grupo de treino (33) e controle (31), todas saudáveis, com comorbidades controladas. A alimentação foi monitorada para manter proteína diária.
O objetivo foi avaliar se a musculação pode reverter sinais de envelhecimento cardíaco na pós-menopausa. Pesquisadores do Gepemene, vinculado ao Cefe da Universidade Estadual de Londrina, conduziram a pesquisa.
O estudo foi publicado na Medicine & Science in Sports & Exercise, revista do American College of Sports Medicine, indicando efeitos benéficos da força muscular sobre a saúde cardiovascular de idosas.
Resultados do estudo
Mulheres que não fizeram exercícios apresentaram aumento de 11% no volume do ventrículo esquerdo. Já quem treinou registrou queda de 5,5% nesse mesmo índice, sugerindo retardamento do envelhecimento cardíaco.
Entre os parâmetros avaliados, houve queda de 10% no LDL, melhoria de 8,9% na glicemia de jejum e redução na pressão arterial entre as participantes do treino. Além disso, houve ganho de força e massa magra.
O grupo de treino realizou três sessões semanais, incluindo oito exercícios de musculação, com foco em membros inferiores, superiores e três séries de 8 a 12 repetições.
O conjunto de resultados mostra que a prática de musculação pode favorecer a função diastólica, o relaxamento do coração, além de reduzir fatores de risco associados a doenças cardiometabólicas.
Contexto e explicações
O cardiologista Ricardo Rodrigues, da UEL e um dos autores, explica que a disfunção diastólica é comum em idosos hipertensos e com obesidade. O envelhecimento cardíaco envolve fibrose e enrijecimento do músculo cardíaco.
Segundo o pesquisador, orientar exercícios e controlar fatores de risco como obesidade e inflamação pode melhorar a capacidade de relaxamento do coração e, por consequência, reduzir sintomas como falta de ar durante atividadesDiárias.
O estudo reforça a importância de programas estruturados de musculação para a população idosa, com supervisão adequada e alimentação proteica para manter adesão e segurança.
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