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BC propõe novas regras para financiamento habitacional com juros mais baixos

Banco Central do Brasil propõe mudanças no financiamento imobiliário para aumentar a colateralização e reduzir custos do crédito.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu mudança gradual no modelo de financiamento de imóveis, hoje centrado na poupança (Foto: Wilton Junior / Estadão)
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  • O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, anunciou a necessidade de uma migração gradual do modelo de financiamento do crédito imobiliário.
  • A mudança é motivada pela queda dos saldos da caderneta de poupança, que atualmente financia essa modalidade.
  • Galípolo destacou que a dependência da poupança limita a flexibilidade do crédito e que a falta de securitização impede um mercado mais dinâmico.
  • Ele mencionou o Pix em Garantia como uma iniciativa para reduzir custos e facilitar o acesso ao crédito, além de enfatizar a importância de aumentar a colateralização do crédito.
  • O presidente também abordou a autonomia financeira do Banco Central e a necessidade de investimentos em tecnologia, defendendo a Proposta de Emenda à Constituição 65 para ampliar o poder regulatório da instituição.

BRASÍLIA – O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, anunciou nesta terça-feira, 8, a necessidade de uma migração gradual do modelo de financiamento do crédito imobiliário. Essa mudança é impulsionada pela queda estrutural dos saldos da caderneta de poupança, que atualmente financia essa modalidade, e visa normalizar o crédito em conformidade com a política monetária.

Durante uma palestra na Frente Parlamentar de Empreendedorismo, Galípolo destacou que a dependência da poupança, que é atrelada à Taxa Referencial (TR), limita a flexibilidade do crédito imobiliário. Ele explicou que a falta de securitização impede que o crédito imobiliário se torne mais dinâmico. “O que não temos? O crédito não roda”, afirmou.

Além disso, o presidente do BC mencionou o Pix em Garantia como uma iniciativa que pode reduzir o custo do crédito e facilitar o acesso da população a linhas de financiamento mais acessíveis. Galípolo enfatizou a importância de aumentar a colateralização do crédito, o que pode diminuir a percepção de risco e, consequentemente, os juros cobrados.

Desafios e Oportunidades

Galípolo também abordou a autonomia financeira do Banco Central, ressaltando que a instituição enfrenta desafios com a perda de servidores e a necessidade de investimentos em tecnologia. Ele defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que visa ampliar o poder regulatório do BC e garantir recursos para a autarquia.

O presidente destacou que o Brasil possui uma posição privilegiada em meio a incertezas globais, citando a segurança alimentar e a matriz energética limpa como ativos importantes. Ele mencionou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tem sido impulsionado por um binômio de consumo e agricultura, e que é crucial garantir a transparência nas ações do Banco Central.

Galípolo concluiu que a comunicação da política monetária deve ser aprimorada para alcançar um público mais amplo, enfatizando que a normalização da política monetária é essencial para a economia brasileira. Ele observou que a sensibilidade do crédito à taxa Selic é baixa, o que exige uma abordagem mais eficaz para a transmissão das decisões monetárias.

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