- O UBS BB rebaixou a classificação do Itaú (ITUB4) de “compra” para “neutra”, surpreendendo o mercado.
- As ações do Itaú caíram mais de três por cento, a maior queda entre os grandes bancos.
- O retorno sobre patrimônio (ROE) do Itaú é de cerca de 23% e os dividendos projetados são de R$ 55 bilhões nos próximos dezoito meses.
- Analistas da Genial Investimentos projetam um lucro líquido recorrente de R$ 11,4 bilhões para o Itaú no segundo trimestre, um novo recorde.
- O Santander prevê que o Itaú poderá acelerar a concessão de empréstimos em segmentos específicos, com a inadimplência se estabilizando.
Os “bancões” brasileiros, como Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, enfrentam um cenário de volatilidade na bolsa, com mudanças nas avaliações dos analistas e impactos da inadimplência no agronegócio. Recentemente, o UBS BB surpreendeu o mercado ao rebaixar a classificação do Itaú (ITUB4) de “compra” para “neutra”.
O Itaú, que vinha se destacando com uma das maiores rentabilidades do setor, teve sua posição questionada. Na quinta-feira, 10, as ações do banco caíram mais de 3%, a maior queda entre os grandes bancos. O UBS justificou a decisão ao reconhecer a forte performance operacional do Itaú, que apresenta um retorno sobre patrimônio (ROE) de cerca de 23% e dividendos projetados em R$ 55 bilhões nos próximos 18 meses. No entanto, a casa avaliou que o espaço para crescimento das ações está limitado, considerando que o papel já subiu 38% e está negociando a múltiplos historicamente altos.
Desempenho e Expectativas
Analistas da Genial Investimentos projetam um lucro líquido recorrente de R$ 11,4 bilhões para o Itaú no segundo trimestre, um novo recorde. A inadimplência deve permanecer em níveis historicamente baixos, com a carteira de crédito alcançando R$ 1,37 trilhão. Apesar da expectativa de uma leve piora na qualidade do crédito, o Itaú é visto como tendo o melhor controle de risco entre os bancos.
O Santander, por sua vez, mantém uma visão otimista, prevendo que o Itaú poderá acelerar a concessão de empréstimos em segmentos específicos, especialmente agora que a inadimplência se estabilizou. O guidance do banco para este ano indica uma desaceleração no crescimento da carteira de crédito, projetando uma expansão entre 4,5% e 8,5% em comparação aos 15,5% do ano anterior.
Análise do Mercado
O Itaú continua sendo uma escolha preferida entre analistas, com recomendações de compra de instituições como BofA e JP Morgan, que destacam a alta criação de valor e a geração de receita financeira superior aos concorrentes. A expectativa é que, mesmo com desafios, o banco mantenha sua posição de destaque no setor, equilibrando rentabilidade e crescimento em um ambiente econômico desafiador.
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