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Fundos de infraestrutura alcançam R$ 1,9 bi em julho e impulsionam investimentos

Os fundos de infraestrutura atraem investidores com captação de R$ 1,9 bilhão, enquanto o mercado primário registra R$ 11,8 bilhões em emissões.

Foto: Reprodução
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  • Os fundos de infraestrutura captaram R$ 1,9 bilhão em julho, marcando o quinto mês consecutivo de fluxo positivo.
  • A isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas sobre debêntures incentivadas tem atraído investidores.
  • A expectativa de uma nova alíquota de 5% a partir de 2026 tem acelerado a busca por esses fundos.
  • Os fundos de crédito privado reverteram resgates de R$ 5,1 bilhões em junho e registraram captação líquida de R$ 11,9 bilhões em julho.
  • O mercado primário teve emissões de R$ 11,8 bilhões, com destaque para as empresas Copel e Prio Forte, que levantaram R$ 3 bilhões cada.

Os fundos de infraestrutura continuam a se destacar no mercado financeiro, com uma captação líquida de R$ 1,9 bilhão em julho, conforme relatório do Bradesco BBI. Este resultado marca o quinto mês consecutivo de fluxo positivo, impulsionado pela atratividade das debêntures incentivadas, que são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. A expectativa de mudanças na isenção, com uma Medida Provisória que prevê uma alíquota de 5% a partir de 2026, tem acelerado a busca por esses fundos.

Além disso, o desempenho dos fundos de infraestrutura teve um impacto positivo sobre os fundos de crédito privado, que reverteram resgates de R$ 5,1 bilhões em junho e registraram uma captação líquida de R$ 11,9 bilhões em julho. No mercado secundário, 38% dos títulos IPCA+ monitorados pela Anbima se valorizaram, assim como 49% dos papéis atrelados ao CDI.

Emissões no Mercado Primário

O mercado primário também apresentou um desempenho robusto, com emissões totalizando R$ 11,8 bilhões na última semana, envolvendo sete operações. As empresas Copel e Prio Forte lideraram as captações, cada uma levantando R$ 3 bilhões. Outras companhias, como Localiza e Raízen, também anunciaram novas ofertas, somando valores significativos.

Esse cenário reflete um apetite crescente por ativos de dívida corporativa, especialmente em um ambiente de juros elevados. A movimentação no mercado demonstra a confiança dos investidores em ativos que oferecem prêmios atraentes, mesmo diante de incertezas fiscais.

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