- O governo Lula está elaborando um plano de contingência para lidar com o aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que pode chegar a 50%.
- As medidas em discussão incluem a preservação de empregos, facilitação de crédito e a criação de um fundo privado temporário para apoiar empresas afetadas.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin está liderando as negociações para reduzir as tarifas, com um prazo até 1º de agosto.
- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu um adiamento de 90 dias na aplicação das tarifas, mas essa proposta ainda não foi discutida com os EUA.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentará o plano de contingência a Lula na próxima semana, enquanto as negociações com os Estados Unidos continuam.
O governo Lula está desenvolvendo um plano de contingência para enfrentar o aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que pode chegar a 50%. As discussões envolvem medidas para preservar empregos e facilitar o crédito para empresas exportadoras. O vice-presidente Geraldo Alckmin está liderando as negociações para reduzir essas tarifas, com um prazo crítico até 1º de agosto.
Entre as propostas, está a criação de um fundo privado temporário para apoiar empresas afetadas. O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destacou que as diretrizes discutidas com Alckmin incluem a preservação de empregos, semelhante ao programa de manutenção de trabalho e renda da pandemia. Ele enfatizou que o governo deve garantir mercado para os produtos brasileiros, sugerindo o uso de instrumentos da OMC para defesa comercial.
Medidas em Análise
O governo também considera aumentar a fiscalização sobre remessas de dividendos de multinacionais americanas, embora essa medida não seja prioridade no momento. A Petrobras, embora impactada, tem menor dependência do mercado americano em comparação a outros setores. O foco é encontrar alternativas que não exijam crédito extraordinário, priorizando linhas de financiamento.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já solicitou um adiamento de 90 dias na aplicação das tarifas, mas essa proposta ainda não foi discutida com os EUA. Alckmin indicou que a extensão do prazo não está nos planos, enquanto o governo busca soluções diplomáticas para minimizar os efeitos do tarifaço nas exportações.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de contingência será apresentado a Lula na próxima semana, com um conjunto abrangente de medidas. A situação exige atenção, pois as negociações com os Estados Unidos estão em andamento e a falta de comunicação efetiva gera preocupações sobre possíveis retaliações.
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