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Cortes de ajuda alimentar podem levar nigerianos a se unirem ao Boko Haram, alerta WFP

Cortes na ajuda humanitária no nordeste da Nigéria agravam desnutrição infantil e ameaçam fechamento de clínicas essenciais.

Esta é a última distribuição de alimentos para os milhares que buscam abrigo do Boko Haram em Gwoza (Foto: Kyla Herrmannsen / BBC)
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  • Cortes na ajuda humanitária estão intensificando a crise no nordeste da Nigéria, onde o grupo Boko Haram se beneficia da insegurança crescente.
  • O Programa Mundial de Alimentos (WFP) está racionando sua assistência devido ao esgotamento de recursos, conforme alertou a Organização das Nações Unidas (ONU).
  • A desnutrição infantil aumentou drasticamente, com a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatando que a taxa de desnutrição severa mais que dobrou no primeiro semestre de 2024.
  • Mais de 150 clínicas que tratam a desnutrição enfrentam fechamento iminente, o que pode agravar ainda mais a situação.
  • A insegurança impede que muitos agricultores acessem suas terras, aumentando a dependência da assistência alimentar.

Cortes na ajuda humanitária agravam crise no nordeste da Nigéria

Cortes significativos na ajuda humanitária estão intensificando a crise no nordeste da Nigéria, onde o grupo militante Boko Haram se beneficia da crescente insegurança. A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a redução de recursos levou o Programa Mundial de Alimentos (WFP) a racionar sua assistência, resultando no esgotamento total de seus suprimentos.

Aumento da desnutrição infantil

A situação é alarmante, com o número de crianças desnutridas aumentando drasticamente. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou que a taxa de desnutrição severa mais que dobrou no primeiro semestre de 2024. Desde o início do ano, 652 crianças morreram em suas instalações devido à falta de acesso a cuidados adequados. A crise humanitária é exacerbada pela redução do apoio de grandes doadores, como os Estados Unidos e a União Europeia.

Impacto nas comunidades locais

Aisha Abubakar, uma mãe que perdeu a maioria de sua família para a violência e doenças, vive em um campo de deslocados em Gwoza. Dependente da ajuda humanitária, ela recebeu apenas 20 dólares para sustentar sua família por um mês, valor insuficiente para cobrir suas necessidades básicas. A insegurança impede que muitos, como Hauwa Badamasi, acessem suas terras, resultando em uma dependência crítica da assistência alimentar.

Fechamento de clínicas e aumento da insegurança

Mais de 150 clínicas que tratam a desnutrição enfrentam fechamento iminente, o que pode agravar ainda mais a situação. O chefe de operações do WFP, Trust Mlambo, destacou que a falta de alimentos pode levar pessoas desesperadas a se unirem a grupos militantes. A presença militar em Gwoza não garante segurança, e os moradores temem por seu futuro em meio a um cenário de crescente violência e escassez de recursos.

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