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Bradesco e Itaú apresentam visões opostas sobre a Selic até o final do ano

Itaú e Bradesco divergem sobre a Selic, com projeções de estabilidade e redução, enquanto Copom mantém vigilância sobre a taxa.

Fachada da sede do Banco Central do Brasil, em Brasília (Foto: Leonardo Sá/Ag. Senado)
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  • A taxa Selic está fixada em 15% ao ano, com divergências nas projeções dos bancos.
  • O Itaú prevê que a Selic permanecerá em 15% até o final de 2025.
  • O Bradesco projeta uma redução para 14,50% até o final de 2025.
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa em 15% e indicou vigilância para futuras alterações.
  • Economistas de instituições financeiras, como SulAmérica Investimentos e C6 Bank, compartilham a expectativa de que a Selic se mantenha em 15% até o final de 2025.

Os principais bancos brasileiros, Itaú e Bradesco, apresentam visões divergentes sobre a taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O Itaú projeta que a Selic se manterá nesse patamar até o final de 2025, enquanto o Bradesco acredita em uma redução para 14,50%.

Na última quarta-feira, 30 de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15%, interrompendo o ciclo de alta. O Bradesco, em comunicado, afirmou que essa decisão estava dentro das expectativas e que a queda da inflação poderia abrir espaço para cortes futuros. O banco projeta que a Selic terminará 2025 em 14,50%.

Expectativas do Itaú e Bradesco

O Itaú, por sua vez, acredita que a Selic permanecerá inalterada em 15% até o final do ano, com um possível início de um ciclo de redução modesta no primeiro trimestre de 2026. A instituição ressalta que a ata da reunião do Copom, a ser divulgada na próxima semana, poderá esclarecer a lógica por trás da decisão.

A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, compartilha a visão do Itaú, destacando que a estabilidade atual pode fortalecer o debate sobre cortes na taxa de juros. Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, também projeta a Selic em 15% ao final de 2025, enfatizando que o Copom está aberto a ajustes, dependendo das condições econômicas.

Vigilância do Copom

O Copom, em seu comunicado, reafirmou que seguirá vigilante e que futuras decisões sobre a taxa de juros poderão ser ajustadas conforme necessário. A instabilidade do cenário externo e a resposta do mercado às políticas monetárias são fatores que influenciam as expectativas sobre a Selic. A manutenção da taxa em 15% por um período prolongado é vista como uma medida para controlar a inflação e estabilizar a economia.

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