- O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter os parâmetros de aversão ao risco e aumentar o Volume Mínimo Operacional (VMinOp) na região Norte.
- A medida beneficia empresas com energia não contratada, como Eletrobras e Copel.
- As mudanças no modelo de precificação começaram a ser discutidas em 2023, com alterações no modelo Newave e nos parâmetros de Conditional Value at Risk (CVaR).
- O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou a Consulta Pública 186, propondo aumentar o VMinOp de 19,1% para 28,0% na região Norte.
- A decisão traz previsibilidade para empresas e investidores, influenciando leilões futuros e contratos bilaterais.
A decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de manter os parâmetros de aversão ao risco e aumentar o Volume Mínimo Operacional (VMinOp) na região Norte impacta positivamente empresas com energia não contratada. A medida, avaliada pelo Itaú BBA, favorece companhias como Eletrobras e Copel, que se destacam no mercado livre.
As mudanças no modelo de precificação de energia começaram a ser discutidas no início de 2023, quando o Comitê Permanente de Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico (CPAMP) implementou alterações no modelo Newave e nos parâmetros de Conditional Value at Risk (CVaR). Essas alterações visavam antecipar o despacho térmico em períodos de estiagem, mas geraram questionamentos sobre sua eficácia, especialmente em relação ao nível dos reservatórios.
Em junho, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou a Consulta Pública 186, propondo a manutenção dos parâmetros de CVaR e um aumento do VMinOp de 19,1% para 28,0% na região Norte. A consulta recebeu 38 contribuições, com a maioria se opondo às propostas do MME. No entanto, empresas como Auren, Engie, CPFL e Copel manifestaram apoio à manutenção dos parâmetros atuais e à elevação do VMinOp.
Impactos no Setor
A decisão do CMSE, segundo os analistas do Itaú BBA, representa uma oportunidade de valorização para geradoras com portfólios descontratados. A continuidade do modelo atual traz previsibilidade para empresas e investidores, preservando margens de negociação no ambiente de contratação livre. O modelo será utilizado no cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), influenciando leilões futuros e contratos bilaterais.
Além disso, a atualização do VMinOp na região Norte pode contribuir para a estabilidade do sistema interligado nacional, mesmo em períodos de menor afluência hídrica. A decisão sinaliza uma condução técnica das autoridades do setor elétrico, beneficiando agentes que estruturaram seus ativos com flexibilidade e exposição ao mercado livre.
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