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Setor de carnes enfrenta queda de até 10% na B3 após aumento de tarifas

Frigoríficos brasileiros enfrentam forte desvalorização após tarifas de até 74% nos EUA tornarem exportações inviáveis, impactando o setor

Foto: Reprodução
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  • As ações de frigoríficos brasileiros caíram na quinta-feira, 31 de julho, após a exclusão das carnes da lista de exceções do plano tarifário dos Estados Unidos.
  • A Marfrig (MRFG3) teve a maior queda, desvalorizando-se em 10,20%, fechando a R$ 21,30.
  • A BRF (BRFS3) e a Minerva (BEEF3) também apresentaram quedas de 5,65% e 4,45%, respectivamente.
  • O economista-chefe da Blue3 Investimentos, Roberto Simioni, afirmou que a nova tarifa pode chegar a 74%, tornando as exportações para os EUA inviáveis.
  • A situação pode forçar um redirecionamento da produção para o mercado interno e outros países, resultando em excesso de oferta no Brasil.

As ações de frigoríficos brasileiros enfrentaram uma forte queda na sessão desta quinta-feira (31), após a exclusão das carnes da lista de exceções do plano tarifário dos Estados Unidos. A Marfrig (MRFG3) foi a mais afetada, com uma desvalorização de 10,20%, fechando a R$ 21,30. A BRF (BRFS3) e a Minerva (BEEF3) também registraram quedas significativas de 5,65% e 4,45%, respectivamente.

O economista-chefe da Blue3 Investimentos, Roberto Simioni, destacou que o setor de carne bovina é o mais impactado pela nova tarifa, que pode chegar a 74%. Essa situação torna as exportações para os EUA economicamente inviáveis, afetando um dos principais mercados importadores do mundo. JBS S.A. (BDR: JBSS32) e Marfrig são as empresas mais expostas, pois ambas são grandes exportadoras de carne bovina para o mercado americano.

Impactos no Setor

O impacto mais significativo ocorrerá nas exportações de carne in natura e processados para os EUA. A inviabilidade de exportar para esse mercado forçará um redirecionamento da produção para o mercado interno e outros países, como China e Oriente Médio. Isso pode resultar em um excesso de oferta no Brasil, pressionando as margens de lucro no curto prazo.

A expectativa é de volatilidade acentuada nas ações de JBS e Marfrig. Investidores devem ficar atentos aos balanços trimestrais e às revisões do guidance das empresas, já que a queda na receita do mercado americano pode não ser compensada por outros mercados. A capacidade de diversificação das operações, com plantas fora do Brasil que atendem o mercado americano, será crucial para mitigar os impactos.

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