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Investidores buscam renda fixa com Selic a 15% e preferem títulos prefixados

Investidores devem considerar diversificação em renda fixa, com foco em Tesouro IPCA+ e prefixados, diante de incertezas no crédito privado

Foto: Reprodução
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  • O cenário econômico brasileiro apresenta a taxa Selic em 15% ao ano e a inflação em 5,20%, resultando em um juro real atrativo para renda fixa.
  • Especialistas recomendam diversificação em investimentos, destacando o Tesouro IPCA+ e títulos prefixados como boas opções.
  • O Tesouro Selic é considerado seguro, com uma taxa vantajosa em tempos de incerteza.
  • O crédito privado enfrenta desafios, como a compressão de spreads e incertezas fiscais, exigindo cautela na escolha de ativos.
  • A análise da qualidade dos ativos e da liquidez é fundamental para investidores, especialmente em relação a debêntures e FIDCs.

O cenário econômico brasileiro se mantém desafiador, com a Selic fixada em 15% ao ano e a inflação em 5,20%, resultando em um juro real atrativo para investimentos em renda fixa. Especialistas destacam que, apesar da segurança do Tesouro Selic, outras opções como o Tesouro IPCA+ e títulos prefixados também merecem atenção.

Marcel Andrade, head de Investments Solutions da SulAmérica Investimentos, ressalta que “uma Selic a 15% com uma inflação em torno de 5,20% representa um juro real de quase 10%”. Ele recomenda que os investidores permaneçam na renda fixa, especialmente no Tesouro Direto, onde as oportunidades são amplas. Nicolas Gass, da GT Capital, reforça que “ficar com uma taxa contratada de 15% ao ano é muito vantajoso”, sugerindo o Tesouro Selic como uma escolha segura em tempos de incerteza.

Alternativas na Renda Fixa

Além do Tesouro Selic, o Tesouro IPCA+ é visto como uma opção atrativa, com um juro real de cerca de 7,5% ao ano em títulos de dez anos. Andrade recomenda esses papéis para investidores de longo prazo, que podem suportar a volatilidade. Por outro lado, os títulos prefixados estão ganhando espaço nas recomendações, com Fernando Gonçalves, da The Hill Capital, apontando taxas entre 13,64% e 14,08% ao ano como oportunidades em um cenário de juros altos.

No entanto, o crédito privado enfrenta dificuldades. Andrade observa que a compressão de spreads e incertezas fiscais limitam a atratividade desses ativos. Marcelo Peixoto, da Trigono Capital, sugere cautela em 2025, enfatizando a importância de escolher empresas com boa saúde financeira e considerando papéis de vencimento mais longo.

Cautela no Crédito Privado

Os especialistas concordam que, embora as debêntures e outros títulos possam ser defensivos, não devem ser os principais geradores de retorno. Luiz Christ, da Principal Asset, destaca que “está difícil encontrar boas oportunidades no mercado”, mas menciona que FIDCs ainda apresentam opções atrativas. A recomendação geral é manter uma postura cautelosa, priorizando a análise da qualidade dos ativos e a liquidez.

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