- O grupo Esfera Brasil apresentará uma proposta de modernização da ponte aérea brasileira ao governo federal.
- A proposta inclui tarifas flexíveis e soluções extrajudiciais para conflitos, podendo aumentar os ganhos por cliente em até 77%.
- A entrega será feita ao ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em um evento em Recife no dia 9 de agosto.
- A pesquisa do professor Maurício Bugarin, da Universidade de Brasília, aponta que a estrutura atual penaliza passageiros com altas taxas de remarcação.
- A Esfera Brasil sugere um projeto piloto para metade dos voos entre São Paulo (Congonhas) e Rio de Janeiro (Santos Dumont) e propõe a adoção de cláusulas de resolução extrajudicial nos contratos das companhias aéreas.
O grupo Esfera Brasil apresentará uma proposta de modernização da ponte aérea brasileira ao governo federal, com o objetivo de implementar tarifas flexíveis e soluções extrajudiciais para conflitos. A proposta, que pode aumentar os ganhos por cliente em até 77%, será entregue ao ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante um evento em Recife, no dia 9 de agosto.
A pesquisa, conduzida pelo professor Maurício Bugarin, da Universidade de Brasília (UnB), revela que a atual estrutura penaliza os passageiros com altas taxas para remarcações. A proposta sugere a eliminação dessas penalidades, mesmo que isso resulte em um aumento no preço médio das passagens. A flexibilidade nas tarifas poderia estimular a demanda, permitindo que os consumidores se sintam mais seguros em relação a imprevistos.
Proposta de Implementação
Para que a nova abordagem funcione, é necessário um aumento significativo na oferta de voos, algo que atualmente não é viável na maioria das rotas brasileiras. A Esfera Brasil sugere um projeto piloto que poderia ser implementado em metade dos voos entre São Paulo (Congonhas) e Rio de Janeiro (Santos Dumont). A adesão das companhias aéreas poderia ser incentivada por uma redução temporária do ICMS sobre o querosene de aviação.
O estudo também destaca a insegurança jurídica no setor, com 98% das ações judiciais contra companhias aéreas ocorrendo no Brasil. Para mitigar esse problema, a Esfera propõe que as empresas adotem cláusulas de resolução extrajudicial nos contratos, oferecendo compensações automáticas e benefícios para os passageiros que optarem por essa via. A pesquisa será apresentada às principais companhias aéreas do país, como Azul, Gol e Latam.
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