- O sistema de pagamentos instantâneos PIX, do Brasil, alcançou 160 milhões de usuários e atingiu sua saturação, segundo o Morgan Stanley.
- O crescimento do número de usuários estagnou desde julho de 2025, indicando que o mercado total foi alcançado.
- O volume de transações movimentadas pelo PIX cresceu para R$ 3,1 trilhões, mas o aumento por usuário foi de apenas 1% em 2025.
- Entre janeiro e julho de 2025, o volume total de transações subiu apenas 3%, o pior desempenho histórico, em comparação com altas anteriores de 21% em 2024 e 32% em 2022.
- O Morgan Stanley prevê crescimento próximo de zero nos próximos anos, com a expectativa de que o foco regulatório mude para coibir excessos no setor.
O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, alcançou 160 milhões de usuários, atingindo sua saturação, segundo análise do Morgan Stanley. O banco aponta que o crescimento do sistema está estagnado, com o volume de transações por usuário quase estável, indicando uma desaceleração no mercado de pagamentos digitais.
O relatório destaca que o PIX, considerado um dos mais bem-sucedidos sistemas de pagamentos digitais do mundo, já é utilizado por toda a população adulta brasileira. Desde julho, o número de usuários não apresenta crescimento, confirmando que o sistema atingiu seu mercado total endereçado. Em quatro anos, o volume movimentado pelo PIX cresceu para R$ 3,1 trilhões, quatro vezes mais que os R$ 765 bilhões registrados em 2021. Contudo, o crescimento por usuário foi apenas de 1% em 2025, o menor desde o lançamento do sistema.
Desafios e Expectativas
O crescimento do volume total de transações (TPV) também desacelerou. Entre janeiro e julho de 2025, o TPV do PIX subiu apenas 3%, o pior desempenho da série histórica, comparado a altas de 21% em 2024 e 32% em 2022. O Morgan Stanley acredita que essa saturação é uma realidade e que o crescimento estrutural do setor está se esgotando.
Com a saturação, a expectativa é que o foco regulatório mude para coibir excessos, como a questão de preços, o que pode pressionar ainda mais as margens do setor. O mercado de pagamentos, altamente comoditizado, deve enfrentar crescimento mais lento e compressão de preços. As projeções atuais de lucro, que indicam crescimento anual de 9% a 10%, são consideradas desconectadas da nova realidade, com o Morgan Stanley prevendo crescimento próximo de zero nos próximos anos.
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