- A queda no uso do transporte público no Brasil preocupa especialistas e autoridades.
- Durante o evento “Caminhos do Brasil”, foi discutido o impacto dos serviços de mobilidade por aplicativo.
- O transporte público por ônibus perdeu 44,1% dos passageiros na última década, enquanto trens e metrôs tiveram uma queda de 12%.
- O superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Felipe Borim, afirmou que a falta de projetos qualificados contribui para a migração de usuários para alternativas mais rápidas.
- O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, destacou a importância de subsídios para garantir tarifas acessíveis e a necessidade de apoio técnico para melhorias no transporte público.
A queda no uso do transporte público no Brasil tem gerado preocupações entre especialistas e autoridades do setor. Durante o evento “Caminhos do Brasil”, realizado na sede da Editora Globo, foi discutido o impacto da ascensão dos serviços de mobilidade por aplicativo, que se tornaram uma alternativa viável ao transporte público tradicional.
Estudos recentes revelam que o transporte público por ônibus perdeu 44,1% dos passageiros na última década. Essa queda é atribuída ao aumento da utilização de carros e motos, além da popularização do trabalho remoto e do comércio digital. Dados da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos indicam que o número de passageiros em trens e metrôs caiu 12% no mesmo período.
Felipe Borim, superintendente do BNDES, destacou que a competitividade dos transportes individuais e a falta de projetos qualificados têm levado à migração de usuários para alternativas mais rápidas e confortáveis. O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, reforçou que a qualidade do serviço é crucial para manter os passageiros no transporte público.
A situação financeira das concessionárias também é preocupante. Com a redução no número de passageiros, a arrecadação com tarifas diminui, afetando o fluxo de caixa das empresas. Borim enfatizou que o maior desafio atual não é a falta de recursos financeiros, mas sim a escassez de projetos de mobilidade qualificados.
Para reverter essa tendência, é necessário um apoio técnico robusto para que estados e municípios possam implementar melhorias. O ministro Barbalho Filho ressaltou que subsídios são essenciais para garantir tarifas acessíveis e evitar que o custo do transporte recaia sobre os trabalhadores.
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