- Startups da Bay Area, na Califórnia, estão adotando jornadas de trabalho de até setenta horas semanais, similar à cultura 996 da China.
- A empresa Rilla exige que candidatos estejam dispostos a trabalhar longas horas, com a maioria de seus oitenta funcionários já seguindo esse ritmo.
- A pressão por eficiência aumentou devido a demissões em massa e à competição no setor de inteligência artificial (IA).
- Sergey Brin, cofundador do Google, considera sessenta horas semanais o “ponto ideal” para a produtividade, enquanto Elon Musk e Mark Zuckerberg também defendem horas extras.
- A pressão para competir globalmente, especialmente com a China, levanta preocupações sobre esgotamento e a saúde mental dos trabalhadores.
A cultura de trabalho intenso nas startups do Vale do Silício está se aproximando das práticas extremas da cultura 996 da China, onde os funcionários são pressionados a trabalhar até 72 horas por semana. Startups da Bay Area estão adotando abertamente jornadas de 70 horas semanais, especialmente em setores como inteligência artificial (IA). A empresa Rilla, por exemplo, exige que candidatos estejam dispostos a trabalhar longas horas, destacando que a maioria de seus 80 funcionários já segue esse ritmo.
A pressão por eficiência no Vale do Silício aumentou, impulsionada por demissões em massa e pela crescente competição no setor de IA. Sergey Brin, cofundador do Google, afirmou que 60 horas semanais é o “ponto ideal” para a produtividade. Outros líderes, como Elon Musk e Mark Zuckerberg, também enfatizam a importância de horas extras para manter a competitividade. Musk, em particular, pediu aos funcionários da X, anteriormente Twitter, que se comprometessem com uma cultura de trabalho “extremamente hardcore”.
Pressão Global
A busca por competitividade com a China, que já enfrenta sua própria repressão à cultura 996, tem levado as startups americanas a adotar práticas semelhantes. A startup chinesa DeepSeek lançou um modelo de IA que abalou o mercado, aumentando a pressão sobre as empresas dos EUA. Enquanto isso, na Europa, a discussão sobre jornadas de trabalho intensas também se intensificou, com investidores alertando que mais horas podem ser necessárias para competir globalmente.
Fundadores europeus, como Harry Stebbings, destacam que a intensidade de trabalho no Vale do Silício aumentou e que “sete dias por semana é a velocidade necessária para vencer agora”. No entanto, essa cultura de trabalho intenso levanta preocupações sobre o esgotamento, que é uma das principais razões para o fracasso de startups, segundo Ivee Miller, sócio geral da Balderton Capital. A pressão por produtividade pode ter consequências sérias para a saúde mental dos trabalhadores e para a sustentabilidade das empresas.
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