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Mercado de securitização no Brasil avança, mas ainda enfrenta desafios para crescer

Mercado de securitização no Brasil enfrenta desafios de transparência e educação financeira para expandir potencial no agronegócio

Securitização: Fernanda Mello, CEO da VERT Capital (Foto: VERT Capital/Divulgação)
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  • O mercado de securitização no Brasil se transformou desde 2012 com a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), diversificando as opções de financiamento.
  • Antes de 2010, o setor era focado principalmente no mercado imobiliário, com o agronegócio pouco explorado.
  • A CEO da VERT Capital, Fernanda Mello, aponta que a falta de conhecimento e a desconfiança dificultam o crescimento do setor.
  • Apesar das inovações, como a Resolução CVM 60/21 e tecnologias de rastreamento, a transparência e a educação financeira ainda são desafios importantes.
  • Para o pleno desenvolvimento do mercado, é necessário aumentar a compreensão, a transparência e a capacitação técnica dos profissionais envolvidos.

O mercado de securitização no Brasil passou por uma transformação significativa desde 2012, quando a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) começou a diversificar as opções de financiamento. Antes disso, em 2010, o setor era restrito principalmente ao mercado imobiliário, com o agronegócio quase inexplorado. A CEO da VERT Capital, Fernanda Mello, destaca que a falta de conhecimento e a desconfiança eram barreiras para o crescimento.

Desde a primeira emissão de CRAs, o mercado evoluiu, oferecendo produtos variados e tecnologias que melhoram o controle das operações. A Resolução CVM 60/21 trouxe uma regulação mais moderna, mas ainda existem desafios a serem enfrentados. O desconhecimento do investidor médio sobre operações de securitização pulverizada gera insegurança, mesmo que o risco possa ser menor do que em operações corporativas concentradas.

A transparência é outro ponto crítico. O mercado carece de informações claras e acessíveis, essenciais para que os investidores compreendam seus investimentos. Mello enfatiza que, apesar das inovações tecnológicas, como tokenização e rastreamento de recebíveis, a regulamentação deve ser um facilitador, promovendo um diálogo constante entre o mercado e os reguladores.

A educação financeira é fundamental para o desenvolvimento do setor. Mello argumenta que não basta ter produtos sofisticados; é necessário que os profissionais envolvidos compreendam os riscos e a análise crítica das operações. A governança e a agilidade nas respostas a crises são cruciais para evitar perdas significativas.

Para que o mercado de securitização atinja seu pleno potencial, é necessário mais entendimento, transparência e disposição para aprender. A estrutura já existe, mas é preciso fortalecer a musculatura técnica, institucional e humana para que o mercado de capitais brasileiro se torne uma alternativa segura e eficiente de financiamento para todos os setores da economia.

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