- Indústrias de móveis de São Bento do Sul, em Santa Catarina, enfrentam dificuldades devido à suspensão de pedidos dos Estados Unidos, que representam 62% das exportações do setor.
- Cerca de 3 mil funcionários de 15 empresas da região receberam férias coletivas após o aumento de tarifas de 50% imposto pelo governo de Donald Trump.
- A interrupção dos embarques foi solicitada pelos importadores americanos desde o anúncio das tarifas, em 9 de julho.
- O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul, Luiz Carlos Pimentel, informou que entre 30% e 40% dos fabricantes locais têm negócios com os EUA.
- As indústrias, que empregam um total de 7 mil pessoas, buscam alternativas para minimizar os impactos da crise e evitar demissões.
Indústrias de móveis de São Bento do Sul, em Santa Catarina, enfrentam dificuldades significativas devido à suspensão de pedidos dos Estados Unidos, que representam 62% das exportações do setor. A decisão de conceder férias coletivas a cerca de 3 mil funcionários foi tomada por 15 empresas da região, em resposta ao aumento de tarifas de 50% imposto pelo governo de Donald Trump.
A medida foi necessária após os importadores americanos solicitarem a interrupção dos embarques desde que as tarifas foram anunciadas, em 9 de julho. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil), Luiz Carlos Pimentel, destacou que entre 30% e 40% dos fabricantes locais têm negócios com os EUA. No último ano, as exportações da região totalizaram US$ 123,4 milhões.
Impacto nas Indústrias
A paralisação das atividades é uma estratégia para evitar o acúmulo de estoques, enquanto as empresas aguardam uma solução para a sobretaxa. Pimentel informou que, até o momento, não houve demissões, mas alertou que, se a situação persistir, ajustes nos quadros de funcionários poderão ser necessários.
Além disso, ele mencionou que um redirecionamento da produção para outros mercados poderia ajudar a mitigar as perdas, embora essa readequação exija tempo. As indústrias da região, que empregam um total de 7 mil pessoas, estão buscando alternativas para manter a operação e minimizar os impactos da crise.
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