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Sinais de recessão preocupam e acendem alerta na economia dos Estados Unidos

Dados de empregos decepcionantes elevam temores de recessão nos Estados Unidos e pressionam o Federal Reserve a considerar cortes de juros

'Boring' é bom: resultado previsível do Itaú revela consistência e busca por eficiência, diz CEO (Foto: Reprodução)
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  • A criação de empregos nos Estados Unidos foi de apenas 73 mil em julho, com revisões negativas de 258 mil postos nos meses anteriores.
  • Essa correção é a maior em quase cinco décadas, segundo o Morgan Stanley.
  • Economistas alertam que o mercado de trabalho pode estar se aproximando de uma desaceleração significativa.
  • O consumo total aumentou em junho, mas os gastos com bens duráveis caíram para US$ 2,24 trilhões, cerca de US$ 40 bilhões abaixo do pico de abril.
  • A próxima reunião do Federal Reserve, em setembro, é esperada com a possibilidade de redução de juros em 0,25 ponto percentual.

A possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos voltou a ser tema central após a divulgação de dados decepcionantes do mercado de trabalho em julho. O país registrou a criação de apenas 73 mil empregos, enquanto os números de maio e junho foram revisados para baixo em 258 mil postos, a maior correção negativa em quase cinco décadas, segundo o Morgan Stanley.

Esses dados indicam que a economia americana pode estar em uma situação mais delicada do que se imaginava. Apesar de algumas projeções ainda apontarem para um “pouso suave” em 2025, economistas agora monitoram indicadores que podem sinalizar uma recessão iminente. A próxima reunião do Federal Reserve (Fed), marcada para setembro, será crucial, especialmente com expectativas de uma redução de juros em 0,25 ponto percentual.

Impacto no Mercado de Trabalho

Economistas do Goldman Sachs alertam que o mercado de trabalho dos EUA se aproxima de uma situação de “velocidade de estol”, onde a desaceleração do emprego se retroalimenta. Após as revisões negativas, as estimativas de criação de vagas caíram drasticamente, alinhando-se a padrões que precederam recessões anteriores.

Além disso, o comportamento do consumidor também preocupa. Embora o consumo total tenha aumentado em junho, os gastos com bens duráveis caíram para US$ 2,24 trilhões, cerca de US$ 40 bilhões abaixo do pico de abril. Dados do setor de serviços também mostram desaceleração, com o índice do Institute for Supply Management caindo de 50,8 para 50,1 em julho.

Sinais de Estagnação

Analistas do Pantheon Macroeconomics destacam que o crescimento do consumo de serviços já vinha se enfraquecendo desde o ano passado. Com a deterioração do mercado de trabalho e o impacto das tarifas sobre a renda real, uma recuperação robusta parece improvável no curto prazo. Sinais de estagnação no consumo, queda na atividade de construção e retração na indústria se somam a um cenário econômico ainda marcado pela inflação, limitando a margem de manobra do Fed.

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