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Bioeconomia pode gerar R$ 765 bilhões anuais até 2032, aponta pesquisa recente

Estudo aponta que o Brasil pode gerar até US$ 140 bilhões anuais com bioeconomia, destacando setores estratégicos e inovações sustentáveis

A Amazônia, berço da COP30, tem na bioeconomia o principal motor do seu desenvolvimento (Foto: iStock/Thinkstock)
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  • O Brasil pode movimentar entre US$ 100 bilhões e US$ 140 bilhões anuais em bioeconomia até 2032, segundo estudo da Câmara Internacional de Comércio (ICC).
  • O estudo foi apresentado durante a Semana do Clima em São Paulo e envolveu parcerias com empresas como Itaú e Natura.
  • Os cinco setores estratégicos destacados são alimentos, materiais, agronegócio, saúde animal e farmacêutico.
  • A secretária nacional de bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente, Carina Pimenta, ressaltou a importância de inovações em biotecnologia e processos produtivos.
  • O Brasil busca liderar a agenda de bioeconomia, com iniciativas como o fundo de R$ 125 bilhões para conservação florestal e a Estratégia Nacional de Bioeconomia, estabelecida em junho de 2024.

O Brasil está se posicionando como um líder em bioeconomia, com potencial para movimentar entre US$ 100 bilhões e US$ 140 bilhões anuais até 2032. Essa informação foi revelada em um estudo da Câmara Internacional de Comércio (ICC) durante a Semana do Clima em São Paulo, em colaboração com consultorias e empresas renomadas, como Itaú e Natura.

O estudo destaca cinco setores estratégicos: alimentos, materiais, agronegócio, saúde animal e farmacêutico, propondo um novo modelo de inovação que integra governo, universidades, empresas, investidores, sociedade civil e a natureza. A secretária nacional de bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente, Carina Pimenta, enfatizou a importância de explorar áreas menos convencionais, como biotecnologia e processos produtivos, para agregar valor à biodiversidade.

Setores em Destaque

O setor de alimentos é o que apresenta maior potencial, com estimativas de geração de US$ 40 a US$ 50 bilhões até 2032. Inovações como fermentação de precisão e revalorização de resíduos agroalimentares são algumas das soluções propostas. Na área de materiais, o Brasil pode liderar o desenvolvimento de produtos circulares e biodegradáveis, com movimentação de US$ 20 a US$ 30 bilhões anuais.

Além disso, o agronegócio e a saúde animal, com o suporte da Embrapa, têm potencial para gerar entre US$ 18 e US$ 25 bilhões, focando em soluções que diminuam a dependência de insumos químicos. O setor farmacêutico, com instituições como Fiocruz e Butantan, pode alcançar um mercado de US$ 12 a US$ 20 bilhões, enquanto os cosméticos podem movimentar entre US$ 8 e US$ 12 bilhões.

Desafios e Estratégias

Com a COP30 se aproximando, o Brasil busca liderar a agenda de bioeconomia, destacando a importância de remunerar comunidades tradicionais que preservam a biodiversidade. Marcelo Behar, enviado climático da COP30, ressaltou que a estratégia brasileira inclui iniciativas como o Tropical Forest Finance, um fundo de R$ 125 bilhões para conservação florestal.

O estudo também identifica três “vales da morte da inovação” que precisam ser superados: o tecnológico, o de escalonamento e o da comercialização. Carina Pimenta destacou que a percepção de risco elevada dificulta a cadeia de financiamento. A Estratégia Nacional de Bioeconomia, estabelecida em junho de 2024, visa integrar a sociobiodiversidade ao desenvolvimento econômico do país.

Os especialistas propõem cinco eixos de ação para superar os desafios e transformar o Brasil em um modelo de desenvolvimento sustentável, aproveitando sua rica biodiversidade e potencial inovador.

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