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Botafogo empresta valores de sócio-torcedor e patrocínio ao Lyon para recuperação

Botafogo enfrenta crise financeira com dívidas de R$ 1,1 bilhão e litígios contra o Lyon, enquanto busca recuperação judicial urgente

John Textor em Botafogo x Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes (Foto: FRANCK FIFE / AFP)
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  • O Botafogo enfrenta uma crise financeira, com dívida total da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em R$ 1,1 bilhão.
  • Empréstimos ao Lyon somam R$ 523,3 milhões até junho de 2025, enquanto o clube francês repassou apenas R$ 46,9 milhões.
  • A SAF cobra judicialmente as dívidas do Lyon e busca ressarcimento de R$ 152 milhões por empréstimos vencidos.
  • John Textor, acionista majoritário da Eagle Holdings, enfrenta litígios e perdeu parte do controle da empresa devido a mudanças estatutárias.
  • A auditoria do balanço financeiro foi adiada, mas a SAF afirma ter caixa para operar por mais três meses.

O Botafogo enfrenta um cenário financeiro crítico, com uma dívida total da SAF estimada em R$ 1,1 bilhão. A situação se agrava devido a empréstimos ao Lyon, que totalizam R$ 523,3 milhões até junho de 2025, enquanto o clube francês repassou apenas R$ 46,9 milhões. Essa relação conturbada entre John Textor e a Eagle Holdings, sua empresa controladora, está no centro da crise.

Empréstimos significativos foram feitos pela SAF do Botafogo ao Lyon, utilizando receitas do programa de sócio-torcedor, patrocínios e premiações. A medida visava evitar o rebaixamento do clube francês, mas resultou em um rombo financeiro que preocupa os dirigentes alvinegros. Projeções indicam que o Botafogo só conseguirá honrar seus compromissos por mais três meses sem novos adiantamentos.

Litígios e Cobranças

A SAF cobra judicialmente as dívidas do Lyon e busca ressarcimento pelos valores adiantados, com um prazo de 30 dias para regularização. Caso contrário, a SAF recorrerá à justiça. O Lyon conseguiu evitar a queda para a Série B, mas a crise culminou no afastamento de Textor do controle da Eagle, mesmo sendo seu acionista majoritário. Alterações estatutárias recentes limitaram seu poder decisório.

Além disso, o Botafogo processa a Eagle para cobrar R$ 152 milhões de dois empréstimos vencidos. Curiosamente, Textor assinou os contratos tanto como devedor quanto como credor, o que levanta questões sobre a gestão financeira. Novos pedidos de execução de valores estão previstos, aumentando a pressão sobre a Eagle e Textor.

Situação Atual

A auditoria do balanço financeiro do Botafogo foi adiada, mas espera-se que o clube apresente um lucro operacional em 2024. Apesar das dificuldades, a SAF afirma ter caixa suficiente para operar por mais três meses. A complexidade das relações entre clubes e investidores se intensifica, refletindo os desafios enfrentados pelo Botafogo em sua busca por estabilidade financeira.

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