- O Banco Central do Brasil anunciou mudanças no projeto Drex, que visa criar uma infraestrutura digital para finanças.
- A nova abordagem elimina o uso da tecnologia de registro distribuído (DLT) para garantir o lançamento do sistema até o final de 2026.
- A DLT inicialmente escolhida era a Hyperledger Besu, mas não atendia aos requisitos de privacidade do projeto.
- Alternativas, como a Hyperledger Fabric, estão sendo consideradas para melhor atender às necessidades do Drex.
- O mercado de tokenização no Brasil continua a crescer, com especialistas afirmando que as mudanças no Drex não devem ser vistas como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade de adaptação.
Nesta quinta-feira, 7, o Banco Central do Brasil anunciou mudanças significativas no projeto Drex, a infraestrutura digital planejada para as finanças do país. A nova abordagem descarta o uso inicial da tecnologia de registro distribuído (DLT), com o objetivo de garantir o lançamento do sistema até o final de 2026.
A DLT inicialmente escolhida para o Drex era a Hyperledger Besu, mas, segundo Marcos Sarres, CEO da GoLedger, essa tecnologia não atendia aos requisitos de privacidade do projeto. Alternativas, como a Hyperledger Fabric, estão sendo consideradas para manter o uso de blockchain e atender melhor às necessidades do Drex.
Mudanças na Implementação
O piloto do Drex envolve diversos bancos, empresas de tecnologia e startups, incluindo aquelas especializadas em blockchain. A decisão do Banco Central foi recebida com surpresa pelo mercado, mas André Portilho, head de Digital Assets do BTG Pactual, defendeu a escolha como “acertada”. Ele destacou que a fase inicial, sem DLT, permitirá uma implementação mais simples e eficaz, enquanto a tecnologia evolui.
Portilho explicou que a combinação de privacidade, escalabilidade e programabilidade com descentralização era inviável com a tecnologia escolhida. A divisão do projeto em fases permitirá que o Banco Central alcance seus objetivos à medida que a tecnologia amadurece.
Impacto no Mercado de Tokenização
Apesar das mudanças no Drex, o mercado de tokenização no Brasil continua em crescimento. João Canhada, fundador da Foxbit, afirmou que o avanço do mercado não depende do Drex e que os empreendedores estão focados em trazer inovações e desburocratizar processos. Ele ressaltou que as mudanças no projeto não devem ser vistas como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade de adaptação.
A movimentação do Drex tem incentivado empresas a se interessarem por tecnologias como DLT e blockchain, o que é considerado positivo para o mercado brasileiro. As expectativas em torno do projeto permanecem, mas a flexibilidade nas abordagens pode ser crucial para seu sucesso futuro.
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