- A Petrobras anunciou a inclusão da distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) em seu plano estratégico.
- A decisão provocou uma queda de 4,07% nas ações da Ultrapar, que agora estão cotadas a R$ 16,73.
- A estatal não detalhou como atuará no segmento, mas pretende integrar a distribuição com outros negócios e oferecer soluções de baixo carbono.
- A entrada da Petrobras no mercado pode intensificar a competição, afetando os preços e as margens da Ultrapar, segundo analistas.
- A Petrobras afirmou que respeitará as disposições contratuais vigentes, incluindo uma cláusula de não concorrência com a Vibra.
A Petrobras anunciou, na noite de quinta-feira (7), a inclusão da distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) em seu plano estratégico. A decisão impactou diretamente as ações da Ultrapar, que viu seus papéis caírem 4,07%, cotados a R$ 16,73. A estatal não forneceu detalhes adicionais sobre como pretende atuar nesse segmento, mas destacou que buscará integrar a distribuição com outros negócios e oferecer soluções de baixo carbono.
A Petrobras havia se retirado do mercado de distribuição de GLP após a privatização da Liquigás em 2020 e a venda da BR Distribuidora em 2021. Com a nova estratégia, o Itaú BBA observa que o setor de GLP passou por mudanças significativas e que a Ultrapar, por meio da Ultragaz, é o principal player nesse mercado. A entrada da Petrobras pode gerar uma competição acirrada, levantando preocupações sobre a pressão nos preços.
Analistas do Bradesco BBI afirmam que a intenção da Petrobras de voltar ao mercado pode trazer volatilidade às ações da Ultrapar. A especulação gira em torno da possibilidade de a estatal implementar uma estratégia agressiva de preços. O Goldman Sachs também alerta que, embora a implementação da nova estratégia dependa de processos internos, a entrada da Petrobras no GLP pode afetar as margens da Ultrapar.
A Petrobras mencionou que respeitará as disposições contratuais vigentes, o que inclui uma cláusula de não concorrência com a Vibra. Assim, quaisquer movimentações na distribuição de combustíveis dependerão de parcerias, conforme indicado no comunicado, mas os detalhes permanecem incertos.
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