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Estados Unidos imitam Brasil em políticas, afirma economista Marcos Lisboa

Marcos Lisboa prevê que o tarifaço de Trump desorganizará cadeias produtivas e afetará gravemente as exportações brasileiras

Foto: Reprodução
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  • O economista Marcos Lisboa alerta que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afetará severamente as exportações brasileiras.
  • Ele afirma que as políticas protecionistas de Trump são semelhantes às adotadas pelo Brasil, que tem uma economia historicamente fechada.
  • Lisboa sugere que o Brasil não deve socorrer o setor privado em dificuldades, citando que empresários costumam pedir ajuda do governo, mas resistem a pagar impostos após a crise.
  • O impacto do tarifaço será pior do que o esperado, afetando também a produtividade dos Estados Unidos, com possíveis transferências de investimentos para setores menos eficientes.
  • Lisboa expressa preocupação com a desaceleração da economia brasileira, que apresenta sinais de problemas ainda não refletidos nos indicadores macroeconômicos.

O economista Marcos Lisboa alerta que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá um impacto severo nas exportações brasileiras, desorganizando cadeias produtivas. Lisboa, ex-secretário de Política Econômica, afirma que as políticas protecionistas de Trump são semelhantes às adotadas pelo Brasil, que historicamente mantém uma economia fechada.

Lisboa destaca que o Brasil deve evitar socorrer o setor privado em dificuldades, argumentando que, quando pressionados, os empresários pedem ajuda do governo, mas, após a crise, resistem a pagar impostos. “A regra do Brasil deveria ser não ajudar o setor privado,” afirma o economista, referindo-se a programas como o Perse e as medidas durante a pandemia de covid-19.

Impactos nas Cadeias Produtivas

O economista acredita que o impacto do tarifaço será pior do que se imagina, afetando não apenas o Brasil, mas também os Estados Unidos, que perderão produtividade. Lisboa menciona que a economia americana pode sofrer com a transferência de investimentos de setores produtivos para áreas menos eficientes, semelhante ao que ocorreu no Brexit.

Ele critica a postura do Brasil em relação ao comércio internacional, ressaltando que o país se recusa a abrir sua economia e a negociar acordos, tornando-se refém de retaliações. “O Brasil é um dos países mais fechados ao comércio internacional,” observa Lisboa, que também menciona práticas protecionistas como o Inovar Auto.

Cenário Econômico Atual

Lisboa expressa preocupação com a desaceleração da economia brasileira, que, segundo ele, apresenta sinais de problemas que ainda não se refletem nos indicadores macroeconômicos. O setor privado está menos alavancado do que em anos anteriores, enquanto o governo se endividou menos em comparação com a gestão anterior. A trajetória econômica atual, segundo Lisboa, se assemelha à de 2013, com sinais de desaceleração crescente.

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