- O leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima ocorrerá no dia 19 de agosto.
- Serão disponibilizados 164,5 mil Cepacs, correspondendo a 75% do estoque autorizado, com preço inicial de R$ 17,6 mil por título.
- A expectativa de arrecadação é de R$ 2,89 bilhões se todos os títulos forem vendidos.
- Especialistas preveem um ágio entre 40% e 50%, mas alertam que preços altos podem inviabilizar novos projetos devido aos custos de construção.
- A demanda deve ser concentrada em incorporadoras com terrenos prontos, enquanto especuladores podem não participar do leilão.
O leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima, agendado para o dia 19 de agosto, promete movimentar o mercado imobiliário de São Paulo. Serão 164,5 mil Cepacs à venda, representando 75% do estoque autorizado. O preço inicial é de R$ 17,6 mil por título, com expectativa de arrecadação de R$ 2,89 bilhões se todos forem vendidos.
Consultores e especialistas preveem uma demanda elevada, mas há incertezas sobre os preços finais. Alguns acreditam que o ágio pode chegar a 40% ou 50%, elevando o valor dos Cepacs para R$ 25 mil. No entanto, outros alertam que um aumento tão significativo poderia inviabilizar novos empreendimentos, dado o aumento dos custos de construção.
A Prefeitura de São Paulo manteve o valor do Cepac inalterado desde o último leilão, em 2021, onde foram vendidos 10,3 mil títulos sem ágio. Em contraste, o leilão de 2019 viu um aumento de 170% no preço, arrecadando R$ 1,6 bilhão. O advogado Olivar Vitale, do escritório VBD, acredita que a alta demanda pode resultar em um leilão disputado, com incorporadoras buscando Cepacs para viabilizar projetos na região.
Expectativas e Desafios
Apesar da expectativa de um leilão acirrado, a realidade do mercado pode limitar a valorização. Adriano Sartori, presidente da consultoria CBRE, observa que os custos de produção estão próximos do limite de viabilidade, o que pode frear a disposição dos investidores em pagar altos preços. Muitos já definiram um teto de preço e podem se retirar caso os valores ultrapassem suas expectativas.
Além disso, a maior parte dos interessados deve ser composta por incorporadoras com terrenos prontos para desenvolvimento, enquanto especuladores tendem a ficar de fora, dada a natureza vinculada dos Cepacs a projetos específicos. A consultoria Biswanger também aponta que a demanda deve ser concentrada em quem realmente pretende lançar empreendimentos, reduzindo a pressão sobre os preços.
Os próximos dias serão cruciais para entender como o mercado reagirá a este leilão, que é considerado um dos mais aguardados dos últimos anos.
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