Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crédito de ICMS é investigado em esquema que resultou na prisão de empresário

Empresas pagaram propina para acelerar liberação de créditos de ICMS, evidenciando a corrupção no sistema tributário paulista

Sidney Oliveira, CEO da Ultrafarma (Foto: Leonardo Rodrigues/Valor)
0:00
Carregando...
0:00
  • Empresas brasileiras, como Ultrafarma e Fast Shop, estão envolvidas em um escândalo de corrupção relacionado ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
  • A Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo, revelou que essas empresas pagaram propina a um auditor da Fazenda para acelerar a liberação de R$ 1 bilhão em créditos acumulados.
  • O processo para receber esses créditos é burocrático e pode levar anos, com a necessidade de apresentar diversos documentos e aguardar a fiscalização das secretarias de Fazenda estaduais.
  • Estima-se que os créditos acumulados de ICMS no Brasil cheguem a R$ 40 bilhões, com dificuldades na monetização e falta de um sistema eficiente para devolução.
  • A situação afeta a competitividade das empresas, que dependem desses créditos para cobrir despesas operacionais, enquanto lidam com um sistema tributário complexo e corrupção.

Empresas enfrentam crise de ICMS e corrupção em São Paulo

Empresas brasileiras, como Ultrafarma e Fast Shop, estão em meio a um escândalo de corrupção relacionado ao recebimento de créditos acumulados de ICMS. A Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo, revelou que essas empresas pagaram propina a um auditor da Fazenda para acelerar a liberação de cerca de R$ 1 bilhão em créditos.

O processo para receber esses créditos é notoriamente burocrático e pode levar anos. As empresas precisam apresentar uma série de documentos e aguardar a fiscalização das secretarias de Fazenda estaduais. Maurício Paulo, advogado tributário da Revio, destaca que o Estado tem sido lento na liberação dos saldos credores, sem perspectivas de resolução rápida.

Os créditos de ICMS representam valores que as empresas podem descontar do imposto a pagar sobre suas vendas, considerando o ICMS já pago em etapas anteriores. Esses créditos acumulados podem ser monetizados, mas dependem da aprovação da Secretaria da Fazenda. A situação é agravada por uma guerra fiscal entre os estados, que resulta em alíquotas diferentes e benefícios fiscais que complicam ainda mais o cenário.

Impacto econômico

Estudos apontam que os créditos acumulados de ICMS no Brasil podem chegar a R$ 40 bilhões, conforme levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A resistência dos estados em monetizar esses créditos e a falta de um sistema eficiente para devolução são apontadas como principais dificuldades pelas empresas, segundo um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Embora a Secretaria da Fazenda de São Paulo tenha implementado programas como o Nos Conformes, que visa acelerar a liberação para empresas bem avaliadas, muitos ainda enfrentam dificuldades. Mayara Luciano Peres, advogada tributarista, ressalta que as empresas frequentemente utilizam esses créditos para cobrir despesas operacionais, como compra de matérias-primas e pagamento de serviços.

A situação atual levanta preocupações sobre a competitividade das empresas no Brasil, que se veem obrigadas a lidar com um sistema tributário complexo e, agora, com a sombra da corrupção.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais