- A inflação ao consumidor na Índia caiu para 1,55% em julho, o menor nível desde junho de 2017.
- A expectativa dos analistas era de uma inflação de 1,76%.
- A deflação nos preços dos alimentos foi de -1,76%.
- O Banco da Reserva da Índia (RBI) manteve a taxa de juros em 5,5% e projeta uma inflação de 3,1% para o ano fiscal que termina em março de 2026.
- A economia indiana cresceu 7,4% no último trimestre, superando a previsão de 6,7%.
A inflação ao consumidor na Índia apresentou uma queda significativa em julho, alcançando 1,55%, o menor nível desde junho de 2017. O resultado ficou abaixo das expectativas de analistas, que previam uma inflação de 1,76%. Essa redução foi impulsionada pela deflação nos preços dos alimentos, que registraram -1,76%.
O Banco da Reserva da Índia (RBI) manteve a taxa de juros em 5,5% durante sua última reunião, destacando que a perspectiva de inflação para o ano fiscal que termina em março de 2026 se tornou mais favorável do que o esperado. O RBI projeta uma inflação de 3,1% para o período, citando a boa colheita das safras de outono e a disponibilidade confortável de estoques de grãos.
Crescimento Econômico
A economia indiana também mostrou um desempenho robusto, com um crescimento de 7,4% no último trimestre, superando a previsão de 6,7% feita por economistas. O RBI espera que o crescimento do PIB se mantenha em 6,5% para o ano fiscal que se encerra em março de 2026.
Entretanto, a Índia enfrenta desafios externos, especialmente devido a tensões comerciais com os Estados Unidos. O governo indiano se prepara para tarifas que podem chegar a 50% até o final deste mês, em resposta a políticas tarifárias agressivas do presidente dos EUA. Além das tarifas já em vigor, uma nova taxa de 25% sobre importações de petróleo da Rússia entrará em vigor em 28 de agosto.
Esses fatores podem influenciar a política monetária do RBI, que agora tem mais espaço para considerar medidas que estimulem a economia em meio a um cenário de incertezas comerciais.
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