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Milhões de devedores de empréstimos estudantis enfrentam risco de inadimplência

Inadimplência entre mutuários acima de 50 anos atinge 18% em 2025, exigindo atenção urgente para evitar consequências financeiras severas

Vladimir Vladimirov | E+ | Getty Images
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  • Os mutuários de empréstimos estudantis enfrentam dificuldades financeiras após o fim das proteções da pandemia.
  • Em 2025, a inadimplência severa entre mutuários acima de 50 anos atingiu 18%, um aumento em relação a 10% em 2019.
  • A cobrança de dívidas foi retomada em maio de 2025, com consequências para quem não paga, como a retenção de reembolsos de impostos e penhoras de salários.
  • Aproximadamente 10% da dívida estudantil está atrasada há pelo menos 90 dias, afetando especialmente mutuários mais velhos e aqueles sem diploma.
  • Especialistas recomendam que os mutuários explorem opções de pagamento, como planos baseados na renda, para evitar a inadimplência.

Os mutuários de empréstimos estudantis enfrentam um cenário financeiro desafiador, especialmente após o fim das proteções da pandemia. Dados recentes indicam que 18% dos mutuários acima de 50 anos estão em inadimplência severa em 2025, um aumento significativo em relação a 10% em 2019. A administração Trump intensificou a cobrança de dívidas, o que tem gerado dificuldades para muitos, especialmente para aqueles que se aproximam da aposentadoria.

A retomada da cobrança de dívidas, que começou em maio de 2025, trouxe de volta as consequências para os mutuários que não pagam suas dívidas. A inadimplência, que ocorre após 90 dias sem pagamento, pode afetar o crédito, enquanto o default, que acontece após 270 dias, resulta em consequências mais severas. Especialistas alertam que muitos mutuários não estão cientes das diferenças entre esses termos.

Consequências da Inadimplência

Os mutuários que continuam a não pagar correm o risco de ter seus reembolsos de impostos retidos e salários penhorados. Em março de 2020, cerca de 8 milhões de mutuários estavam em default, mas esse número caiu para 5,3 milhões até março de 2025, em parte devido ao programa Fresh Start, que permitiu a regularização de dívidas. Contudo, a situação ainda é crítica, com aproximadamente 10% da dívida estudantil em atraso de pelo menos 90 dias.

Os mutuários mais velhos, assim como aqueles que não completaram um diploma, enfrentam maiores riscos de default. A diretora de finanças da AARP, Lori Trawinski, destaca que a inadimplência é especialmente desafiadora para quem está se preparando para a aposentadoria, levando a decisões financeiras difíceis.

Opções para Evitar Default

Para evitar a inadimplência, é crucial que os mutuários explorem opções de pagamento, como os planos baseados na renda, que podem reduzir significativamente as parcelas mensais. Douglas Boneparth, planejador financeiro, recomenda que os mutuários busquem soluções sustentáveis em vez de medidas temporárias, como a forbearance.

Os mutuários devem agir rapidamente para evitar consequências financeiras mais severas. Embora a compensação de benefícios do Seguro Social tenha sido suspensa temporariamente, essa pausa pode não ser permanente. Portanto, a regularização das dívidas é essencial para evitar complicações futuras.

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