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Trump impõe taxa de 74,9% sobre exportação de biquínis brasileiros

Tarifa de 74,9% sobre biquínis brasileiros pode inviabilizar exportações e impactar pequenas confecções que dependem do mercado americano

Para a Galileia, de Nicolas Katsorchis, os Estados Unidos representam 80% das exportações de biquínis (Foto: Taba Benedicto/Estadão)
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  • Os Estados Unidos aumentaram a tarifa de importação de biquínis brasileiros para 74,9%, impactando as exportações desse setor.
  • O país representa 40% das vendas brasileiras de moda praia, com biquínis e maiôs como principais produtos.
  • Em 2022, as vendas de biquínis totalizaram US$ 4 milhões, correspondendo a 18% do vestuário exportado.
  • Pequenas e médias confecções, como a Galileia Indústria e Comércio de Roupas, já enfrentam dificuldades, suspendendo novos embarques.
  • A Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (Abit) busca reverter a situação, enquanto as empresas tentam cortar custos e mitigar os riscos.

Os Estados Unidos impuseram uma nova tarifa de 74,9% sobre a importação de biquínis brasileiros, o que pode comprometer as exportações desse segmento. O país é responsável por 40% das vendas brasileiras de moda praia, com biquínis e maiôs liderando as exportações. Em 2022, as vendas desses produtos totalizaram US$ 4 milhões, representando 18% do total do vestuário exportado.

Antes do aumento, a tarifa já era de 24,9% e foi progressivamente elevada. A nova taxa, que entrou em vigor em 6 de agosto, é um golpe duro para pequenas e médias confecções, que dependem do mercado americano. Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (Abit), afirmou que a situação é “muito grave” e pode quase inviabilizar as exportações.

Impacto nas Confecções

Empresas como a Galileia Indústria e Comércio de Roupas, que exporta 80% de sua produção de biquínis para os EUA, já sentem os efeitos. O proprietário, Nicolas Katsorchis, suspendeu novos embarques após a implementação da tarifa, embora os pedidos anteriores ainda estejam em andamento. A empresa, que produz cerca de 60 mil peças anualmente, enfrenta incertezas sobre o futuro.

A marca Adriana Degreas, que atende um público de maior poder aquisitivo, também é impactada. Embora 80% de sua produção seja destinada ao mercado interno, 30% das vendas externas vão para os EUA. A gerente de exportação, Tauane Modes, informou que, até o momento, os clientes americanos não cancelaram pedidos, mas a empresa busca alternativas para mitigar os efeitos da sobretaxa.

Reações e Expectativas

O setor está em estado de alerta, com a Abit trabalhando intensamente para reverter a situação. Pimentel expressou preocupação com os negócios futuros, enquanto as confecções buscam maneiras de diluir os riscos e cortar custos. A incerteza é palpável, e o impacto do tarifaço pode se estender a outros mercados, como a Alemanha, onde a tributação pode aumentar devido à origem brasileira dos produtos.

O cenário atual levanta questões sobre a sustentabilidade das exportações de moda praia do Brasil, que são essenciais para o faturamento contínuo das confecções, especialmente em um mercado global competitivo.

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