- A Viveo, empresa do setor de materiais médicos, reportou receita líquida de R$ 2,8 bilhões no último trimestre, com crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior.
- A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 44 milhões, comparado a um déficit de R$ 1 milhão no mesmo período do ano passado.
- A alavancagem financeira aumentou para 4,33 vezes o Ebitda, superando o limite acordado com os credores, que era de 4,75 vezes.
- O presidente da Viveo, Leonardo Byrro, destacou a integração de quase 30 aquisições e o impacto do aumento das taxas de juros como desafios.
- Apesar do prejuízo, o lucro bruto cresceu 6,8%, e o fluxo de caixa livre foi de R$ 176 milhões, com melhorias no ciclo de caixa.
A Viveo, empresa do setor de materiais médicos, divulgou seus resultados financeiros do último trimestre, revelando um cenário misto. A companhia alcançou receita líquida de 2,8 bilhões de reais, um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o resultado não foi positivo, com um prejuízo líquido de 44 milhões de reais, comparado a um déficit de apenas 1 milhão de reais no ano passado.
O aumento da alavancagem financeira é um ponto de preocupação. A Viveo registrou 4,33x/Ebitda, superando o limite acordado com os credores, que era de 4,75x/Ebitda. O compromisso é reduzir essa alavancagem para 3,5x até junho de 2025. O presidente Leonardo Byrro reconheceu os desafios enfrentados pela empresa, que incluem a integração de quase 30 aquisições recentes e o impacto do aumento das taxas de juros.
Desempenho Operacional
Apesar do prejuízo, a empresa apresentou alguns indicadores positivos. O lucro bruto cresceu 6,8%, elevando a margem bruta para 15%. O fluxo de caixa livre foi de 176 milhões de reais, e o ciclo de caixa melhorou em 12 dias em relação ao trimestre anterior. Byrro destacou que a reestruturação da empresa está dividida em duas fases: a primeira foca na otimização operacional e cortes de custos, enquanto a segunda visa a renegociação de dívidas e desinvestimentos.
A situação atual da Viveo é um reflexo de dificuldades na integração de aquisições e desafios do setor de saúde. Byrro afirmou que, apesar do processo ser doloroso, a empresa está confiante em sua trajetória de recuperação e na busca por rentabilidade e geração de caixa.
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