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CVC registra queda de até 15% após balanço financeiro controverso

CVC enfrenta queda de 15,09% nas ações após prejuízo líquido acima do esperado, enquanto analistas divergem sobre o futuro da empresa

Foto: Reprodução
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  • A CVC, uma das principais empresas de turismo do Brasil, teve suas ações, identificadas pelo código CVCB3, com recuo de 15,09%, cotadas a R$ 1,97 em 13 de setembro de 2025.
  • Apesar do crescimento operacional, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 41 milhões, acima da expectativa de R$ 24 milhões.
  • A receita líquida cresceu 16,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 342 milhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado (Ebitda) foi de R$ 86 milhões, com margem de 25,1%.
  • O Itaú BBA manteve a recomendação de “outperform” com preço-alvo de R$ 3, enquanto a Genial Investimentos sugeriu compra, com preço-alvo de R$ 6.
  • A dívida líquida da CVC caiu para R$ 399,7 milhões, reduzindo a alavancagem para 0,9 vez sobre o Ebitda dos últimos 12 meses.

A CVC, uma das líderes do setor de turismo no Brasil, enfrentou uma forte reação do mercado após a divulgação de seus resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25). As ações da empresa, identificadas pelo código CVCB3, apresentaram um recuo de 15,09%, sendo cotadas a R$ 1,97 por volta das 11h20 desta quarta-feira, 13 de setembro. Apesar de um crescimento operacional, a companhia reportou um prejuízo líquido que superou as expectativas do mercado.

Análises de instituições financeiras, como o Itaú BBA e a Genial Investimentos, divergem em suas avaliações. O Itaú BBA reconheceu o crescimento operacional, mas considerou o balanço “levemente negativo”, citando a geração de caixa livre fraca e um prejuízo líquido de R$ 41 milhões, acima da estimativa de R$ 24 milhões. A receita líquida da CVC subiu 16,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 342 milhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado (Ebitda) alcançou R$ 86 milhões, com uma margem de 25,1%.

Análise do Desempenho

O Itaú BBA destacou que as reservas consumidas cresceram 17,7% na comparação anual, embora o segmento de vendas diretas ao consumidor (B2C) tenha mostrado um avanço mais moderado. A taxa de comissão geral, conhecida como take rate, aumentou para 9,7%, um crescimento de 0,2 ponto percentual em relação ao ano anterior. Na Argentina, as reservas avançaram 37,3%, mas a take rate caiu para 6,6% devido ao aumento nas vendas entre empresas (B2B).

Por outro lado, a Genial Investimentos adotou uma perspectiva mais otimista, reiterando sua recomendação de compra e estabelecendo um preço-alvo de R$ 6. A corretora observou que as reservas confirmadas atingiram R$ 4,1 bilhões, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, enquanto as consumidas totalizaram R$ 3,83 bilhões. A dívida líquida da CVC caiu para R$ 399,7 milhões, reduzindo a alavancagem para 0,9 vez sobre o Ebitda dos últimos 12 meses.

Expectativas Futuras

O Itaú BBA manteve sua recomendação de “outperform” para as ações da CVC, com um preço-alvo de R$ 3 até o final do ano. A análise sugere que, apesar dos desafios financeiros, a operação no Brasil continua sólida, enquanto a Argentina apresenta um crescimento significativo no segmento B2B. A expectativa é que a empresa consiga se recuperar e melhorar seus resultados nos próximos trimestres.

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