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Brasil registra a maior queda em vistos dos EUA durante governo Trump

Brasil enfrenta queda de 25,7% na emissão de vistos dos EUA em 2024, perdendo liderança para Índia e China devido a novas regras e burocracia

Manifestantes protestam contra tarifas comerciais impostas pelo presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, próximo ao consulado dos EUA em São Paulo (Foto: Nelson Almeida - 1.ago.25/AFP)
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  • O Brasil registrou uma queda de 25,7% na emissão de vistos de turismo e negócios dos Estados Unidos em 2024.
  • Nos primeiros cinco meses do ano, foram emitidos 358 mil vistos para brasileiros, comparados a 482 mil no mesmo período de 2023.
  • A advogada de imigração Ingrid Baracchini aponta que o aumento da burocracia e novas exigências, como entrevistas presenciais, contribuíram para a diminuição.
  • O custo total do visto, que inclui uma taxa adicional de US$ 250, pode ter desestimulado muitos solicitantes.
  • Apesar da queda em números absolutos, o Brasil ocupa a 63ª posição em perdas percentuais, enquanto a China aumentou suas emissões em 51,7%.

O Brasil, que foi o líder em emissão de vistos de turismo e negócios dos EUA em 2023, enfrentou uma queda de 25,7% na emissão desses documentos em 2024, segundo dados do Departamento de Estado americano. Essa redução fez com que o país perdesse a liderança para Índia e China.

Nos primeiros cinco meses de 2024, os EUA emitiram 358 mil vistos para brasileiros, uma queda em relação aos 482 mil do mesmo período do ano anterior. A advogada de imigração Ingrid Baracchini aponta que o aumento da burocracia e as novas regras de visto são fatores que contribuíram para essa diminuição. Mudanças como a exigência de entrevistas presenciais para grupos que antes estavam isentos podem ter desestimulado muitos brasileiros a solicitar o visto.

Fatores Contribuintes

As novas diretrizes de Trump, que incluem uma taxa adicional de US$ 250 para a emissão de vistos, também podem ter impactado a decisão dos brasileiros. O custo total do visto, que já é de US$ 185, pode levar a um aumento significativo nos gastos, gerando desistências. Baracchini observa que a instabilidade nas regras de visto e a política anti-imigração do governo americano podem ter gerado insegurança entre os solicitantes.

Embora o Brasil tenha registrado a maior queda em números absolutos, não está entre os países com as maiores perdas percentuais, ocupando a 63ª posição nesse ranking. Em comparação, países como Argentina e México também apresentaram quedas, mas menores em termos absolutos.

Cenário Global

Globalmente, a emissão de vistos B1 e B2 se manteve estável, com uma leve queda de 0,8% em relação ao ano anterior. Enquanto o Brasil viu uma diminuição, a China aumentou suas emissões em 51,7%, totalizando 422 mil vistos. A análise sugere que a diferença nas políticas de imigração entre os países pode estar influenciando esses números.

A expectativa é que a tendência de queda na emissão de vistos continue, dada a instabilidade nas regras e o aumento da burocracia. A situação atual reflete um cenário complexo, onde as relações políticas e as políticas de imigração dos EUA impactam diretamente a mobilidade dos brasileiros.

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