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Seguridade Social celebra 90 anos e futuro dos benefícios gera preocupações

Propostas bipartidárias buscam restaurar a solvência do Seguro Social e evitar cortes nos benefícios a partir de 2033

O presidente Franklin D. Roosevelt assina a Lei de Seguridade Social em 14 de agosto de 1935. (Foto: FPG | Archive Photos | Getty Images)
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  • O programa de Seguro Social, criado há 90 anos, enfrenta um déficit significativo, com projeções indicando que poderá pagar apenas 77% dos benefícios a partir de 2033.
  • Propostas bipartidárias estão sendo discutidas para restaurar a solvência do programa, incluindo um fundo de investimento de $ 1,5 trilhões.
  • O senador Bill Cassidy, do Partido Republicano, e o senador Tim Kaine, do Partido Democrata, lideram a proposta que visa investir em ações e títulos, ao invés de títulos do Tesouro dos EUA.
  • A proposta também prevê aumentos de benefícios para grupos específicos, como beneficiários com mais de 80 anos que vivem abaixo de 200% da linha de pobreza.
  • Uma pesquisa revelou que 83% dos americanos acreditam que a reforma do Seguro Social deve ser prioridade para o Congresso, com apoio para um pacote abrangente que inclua ajustes nos benefícios e aumentos de impostos.

O programa de Seguro Social, criado há 90 anos, enfrenta um déficit significativo em seus fundos, com projeções indicando que, a partir de 2033, poderá pagar apenas 77% dos benefícios programados. Essa situação se agrava com a possibilidade de cortes ainda mais profundos em 2034, caso os fundos de benefícios por invalidez sejam combinados.

Recentemente, propostas bipartidárias começaram a ser discutidas para restaurar a solvência do Seguro Social. Entre as iniciativas, destaca-se um novo fundo de investimento de US$ 1,5 trilhões, que não implicaria em cortes de benefícios. O senador Bill Cassidy, do Partido Republicano, e o senador Tim Kaine, do Partido Democrata, estão liderando essa proposta, que visa investir agressivamente em ações e títulos, ao contrário dos atuais investimentos em títulos do Tesouro dos EUA.

Cassidy argumenta que essa abordagem poderia cobrir cerca de 70% do déficit do fundo, facilitando a resolução do restante. A proposta inclui aumentos de benefícios para grupos específicos, como beneficiários com mais de 80 anos que vivem abaixo de 200% da linha de pobreza e trabalhadores de baixa renda com longa história de contribuições.

Por outro lado, o deputado John Larson reintroduziu um plano que prevê aumentos de benefícios, financiados por aumentos de impostos sobre os mais ricos. Sua proposta sugere que a renda acima de US$ 400 mil seja sujeita a impostos sobre a folha de pagamento, além de ajustes nos cálculos de correção anual de benefícios.

Uma pesquisa recente do Bipartisan Policy Center revelou que 83% dos americanos acreditam que a reforma do Seguro Social deve ser prioridade para o Congresso. A pesquisa também mostrou que a maioria dos entrevistados apoia um pacote de reforma abrangente que inclua tanto ajustes nos benefícios quanto aumentos de impostos. A urgência em abordar as questões financeiras do Seguro Social deve aumentar à medida que os prazos de esgotamento dos fundos se aproximam, com novas legislações que podem acelerar essa situação.

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