- Um em cada três brasileiros foi vítima de golpes financeiros online nos últimos doze meses, segundo pesquisa do Datafolha.
- Isso representa 56 milhões de pessoas afetadas, com perdas estimadas em R$ 111,9 bilhões.
- Os crimes mais comuns incluem fraudes com PIX, boletos falsos e compras não entregues.
- A pesquisa, realizada entre 2 e 6 de junho de 2025, entrevistou 2.007 pessoas em 130 municípios.
- Facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, estão cada vez mais envolvidas em fraudes digitais.
Um em cada três brasileiros foi vítima de golpes financeiros online nos últimos 12 meses, conforme revela uma pesquisa do Datafolha. Isso representa 56 milhões de pessoas afetadas, com perdas estimadas em R$ 111,9 bilhões. Os crimes mais comuns incluem fraudes com PIX, boletos falsos e compras não entregues.
A pesquisa, realizada entre 2 e 6 de junho de 2025, entrevistou 2.007 pessoas em 130 municípios. Os dados mostram que 31,4% dos entrevistados relataram vazamentos de dados pessoais, totalizando 53 milhões de vítimas. Além disso, 36,3% afirmaram ter sofrido tentativas de golpe virtual, somando 61,3 milhões de pessoas.
A Ascensão dos Crimes Virtuais
O aumento dos crimes virtuais é atribuído à popularização dos smartphones, com cerca de 258 milhões de dispositivos em uso no Brasil. O estudo indica que quem teve o celular furtado ou roubado tem 3,7 vezes mais chances de sofrer um crime virtual. Facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, estão se envolvendo cada vez mais em fraudes digitais, utilizando centrais telefônicas para aplicar golpes sistemáticos.
Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destaca que os crimes virtuais se tornaram uma fonte significativa de receita para essas organizações. Ele observa que, enquanto antes o PCC investia em drogas, agora o foco inclui ouro, desmatamento e crimes virtuais.
Impacto nas Classes Sociais
A pesquisa revela que 27,6% das pessoas das classes A e B relataram ter sido vítimas de fraudes, enquanto 16,4% das classes C, D e E enfrentaram a mesma situação. O pagamento por produtos não entregues também é mais prevalente entre os mais ricos, com 25,1% na classe A/B, em comparação a 15,4% nas demais classes.
Além disso, 21,8% dos entrevistados com 16 anos ou mais relataram ter sido vítimas de crimes patrimoniais, como roubos e assaltos. O roubo de celulares foi mencionado por 9,3%, afetando aproximadamente 15,7 milhões de brasileiros, com um prejuízo médio estimado em R$ 1.700 por vítima.
Entre na conversa da comunidade