- O fundo XP Malls (XPML11) precisa quitar R$ 780 milhões em compromissos até dezembro.
- O gestor do fundo, Felipe Teatini, destaca que a alavancagem está dentro da média desde 2018, mas a urgência do pagamento é crítica.
- Os compromissos incluem R$ 80 milhões com a Multiplan e R$ 700 milhões com a SYN Prop &Tech, ambos corrigidos.
- Teatini considera três alternativas para equacionar a necessidade de caixa: emissão de novas cotas, contratação de dívida financeira ou venda de ativos.
- A opção preferida é a venda de participações em shoppings, o que pode trazer resultados positivos para os cotistas até o final do ano.
O XPML11 (XP Malls) enfrenta um desafio financeiro significativo, com a necessidade de quitar R$ 780 milhões em compromissos até dezembro. O gestor do fundo, Felipe Teatini, afirma que o nível de alavancagem está dentro da média desde 2018, mas destaca a urgência do pagamento como um fator crítico. “O risco que existe é a necessidade de pagar em dezembro essa alavancagem”, comentou Teatini.
Os compromissos incluem R$ 80 milhões com a Multiplan e R$ 700 milhões com a SYN Prop &Tech, ambos corrigidos. Teatini esclarece que esse endividamento está relacionado a aquisições a pagar e não representa uma dívida financeira efetiva, o que não deve impactar a distribuição de resultados. Atualmente, o fundo apresenta um caixa negativo de aproximadamente R$ 347 milhões.
Alternativas para Equacionar a Necessidade de Caixa
Para enfrentar essa situação, Teatini considera três alternativas: a emissão de novas cotas, a contratação de dívida financeira ou a venda de ativos. A emissão de cotas, no entanto, pode ser dificultada pelo desconto atual em relação ao valor patrimonial, que deve cair para R$ 110 a R$ 111 após reavaliações. Outra possibilidade é converter as dívidas de aquisição em dívida financeira, o que alongaria o prazo de pagamento.
A opção preferida do gestor é a reciclagem de portfólio, que envolve a venda de participações majoritárias em shoppings como Metropolitano, Tietê e Ponta Negra, além de ativos menores. Teatini acredita que essa estratégia pode trazer resultados positivos para os cotistas até o final do ano.
Impacto no Rendimento
Teatini projeta que, caso uma dívida financeira seja contratada, o fundo deve manter a distribuição atual de cerca de R$ 0,92 por cota até março ou abril de 2026. Após esse período, o rendimento mensal pode recuar para a faixa de R$ 0,80, alinhando-se aos pares de mercado. O gestor se mostra otimista quanto à operação de venda, que pode surpreender positivamente os investidores.
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