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BBAS3: CEO orienta investidores a manter ou adquirir ações da empresa

Banco do Brasil enfrenta queda de lucro e reduz payout, mas presidente garante que a recuperação é possível e atrativa para novos investidores

Foto: Reprodução
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  • O Banco do Brasil registrou uma queda de 60% no lucro líquido no segundo trimestre de 2025, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 8,4%.
  • A presidente Tarciana Medeiros incentivou investidores a manterem ou adquirirem ações do banco.
  • O payout foi reduzido de 40-45% para 30%, refletindo expectativas de desempenho fraco e aumento da inadimplência no agronegócio.
  • O CFO Giovanni Tobias afirmou que não haverá pagamento extraordinário em 2025, mas a situação será reavaliada em 2026.
  • O Banco do Brasil está sendo negociado a cerca de 60% do seu valor patrimonial, com um dividend yield que deve cair, mas ainda é considerado uma boa oportunidade de retorno.

O Banco do Brasil reportou uma queda de 60% no lucro líquido no segundo trimestre de 2025, resultando em um retorno sobre patrimônio (ROE) de 8,4%. A presidente Tarciana Medeiros expressou otimismo em relação à recuperação futura, incentivando investidores a manterem ou adquirirem ações do banco. “Quem tem, mantenha; quem não tem, compre”, afirmou durante coletiva.

A revisão do payout, que caiu de 40-45% para 30%, reflete a expectativa de um desempenho mais fraco e a pressão sobre o índice de capital, em decorrência das novas diretrizes da Resolução 4.966. O CFO Giovanni Tobias destacou que essa mudança já era esperada, considerando o cenário desafiador, especialmente no agronegócio, onde a inadimplência aumentou.

Expectativas para o Futuro

O CFO também mencionou que os pagamentos de juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre de 2025 foram realizados integralmente em março e junho. A estratégia do banco agora se concentra na geração orgânica de capital e na recuperação da carteira de crédito. Tobias indicou que não haverá pagamento extraordinário em 2025, mas a situação poderá ser reavaliada em 2026.

Apesar da redução no payout, o CFO acredita que o momento é propício para novos investidores. O Banco do Brasil está sendo negociado a cerca de 60% do seu valor patrimonial, e o dividend yield, que estava entre 10% e 11%, deve cair, mas ainda representa uma boa oportunidade de retorno.

Compromisso com os Acionistas

Tarciana Medeiros enfatizou que a redução do payout é temporária e que o banco está comprometido em honrar a confiança dos acionistas. Ela afirmou que 2025 será um ano de ajustes, enquanto 2026 será focado na recuperação. A presidente assegurou que o Banco do Brasil, mesmo enfrentando desafios, continua a ser uma opção atrativa para investidores que buscam resultados sustentáveis a longo prazo.

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