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Cyrela enfrenta obstáculos para aproveitar novas regras do Minha Casa Minha Vida em SP

Cyrela enfrenta limitações na nova faixa do Minha Casa Minha Vida em São Paulo, apesar do aumento nos lançamentos e vendas no setor imobiliário

Vista aérea do centro de São Paulo: governo federal tenta estimular mercado imobiliário em faixas de renda mais baixas e intermediárias (Foto: Bloomberg/Paulo Fridman)
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  • A nova faixa de renda do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), lançada em abril, enfrenta restrições em São Paulo, segundo Miguel Mickelberg, CFO da Cyrela.
  • As regras locais exigem valores de renda inferiores, dificultando a implementação da faixa que atende famílias com renda de R$ 8 mil a R$ 12 mil.
  • A Cyrela registrou lançamentos de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 176% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 6,25 bilhões no acumulado do ano.
  • Apesar do crescimento, a empresa prevê desaceleração nos lançamentos no segundo semestre e reportou lucro líquido de R$ 388 milhões, abaixo da expectativa de R$ 425 milhões.
  • A velocidade de vendas está abaixo do esperado, com um aumento de 57% no estoque de unidades prontas, totalizando R$ 1,7 bilhão em valor geral de venda.

A nova faixa de renda do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), lançada em abril, enfrenta desafios em São Paulo, conforme apontou o CFO da Cyrela, Miguel Mickelberg. Ele destacou que as regras locais limitam o potencial do novo segmento, que abrange famílias com renda de R$ 8.000 a R$ 12.000. As especificações do programa de Habitação de Interesse Social (HIS) na capital paulista exigem valores de renda inferiores, dificultando a implementação da faixa 4.

O CFO explicou que, enquanto o teto da faixa 1 do HIS é de R$ 4.554, a faixa 2 chega a R$ 9.108. Essa discrepância pode se agravar com possíveis revisões do teto do MCMV, que, segundo ele, poderia ampliar as oportunidades no setor. Em contraste, no Rio de Janeiro, não há essas restrições, o que poderia gerar um impacto positivo imediato.

Lançamentos e Vendas

A Cyrela registrou um aumento expressivo em seus lançamentos, com um total de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre, representando uma alta de 176% em relação ao ano anterior. No acumulado do ano, a empresa já lançou R$ 6,25 bilhões, o que corresponde a 65% do total de 2024. Apesar desse crescimento, Mickelberg previu uma desaceleração nos lançamentos no segundo semestre, afirmando que a empresa não seguirá o mesmo ritmo.

O lucro líquido da Cyrela no segundo trimestre foi de R$ 388 milhões, abaixo da expectativa de R$ 425 milhões. Essa queda de 6% em relação ao ano anterior foi impactada por um evento não recorrente, a venda de ações da Cury, uma incorporadora investida pela Cyrela. Apesar do cenário econômico desafiador, com a Selic em 15%, a empresa mantém um controle sobre distratos e um ritmo de vendas de 52,3% em 12 meses.

Desafios do Mercado

Mickelberg observou que a velocidade de vendas está um pouco abaixo do esperado, especialmente para unidades prontas, cujo estoque cresceu 57% em 12 meses, totalizando R$ 1,7 bilhão em valor geral de venda. As dificuldades de financiamento imobiliário, exacerbadas pelos juros elevados, impactam principalmente os compradores de imóveis finalizados, que precisam de crédito imediato.

A Cyrela, sob a marca Vivaz, viu o segmento econômico representar 34% de suas vendas no segundo trimestre, enquanto a marca Living de média renda contribuiu com 24% e o alto padrão com 42%. A empresa continua a monitorar o mercado habitacional e a ajustar suas estratégias conforme necessário.

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