- O Banco do Brasil registrou uma queda de 60% no lucro líquido no segundo trimestre de 2023, totalizando R$ 3,8 bilhões.
- A alta da inadimplência e uma nova resolução do Banco Central foram as principais causas desse resultado negativo.
- A presidente do banco, Tarciana Medeiros, continua a receber apoio do governo Lula, apesar das dificuldades financeiras.
- O governo atribui a responsabilidade pela queda do lucro ao Congresso Nacional, destacando a inadimplência no setor agrícola.
- A provisão para perdas esperadas do Banco do Brasil aumentou para R$ 15,9 bilhões, um crescimento de 104% em relação ao ano anterior.
O Banco do Brasil registrou uma queda de 60% em seu lucro líquido no segundo trimestre de 2023, totalizando R$ 3,8 bilhões. A alta da inadimplência e uma nova resolução do Banco Central são apontadas como principais causas desse resultado negativo. A presidente da instituição, Tarciana Medeiros, continua a receber apoio do governo Lula, apesar das dificuldades financeiras.
Integrantes do governo atribuem a responsabilidade pela queda do lucro ao Congresso Nacional. A inadimplência, que tem afetado o setor agrícola, é vista como um reflexo das expectativas de renegociação de dívidas após a aprovação de uma “pauta-bomba” na Câmara. Essa medida permite o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para refinanciamento de dívidas do agronegócio, o que gerou incertezas sobre a quitação de débitos.
A Câmara aprovou um crédito subsidiado para o agronegócio, que inicialmente visava apenas pequenos produtores, mas foi ampliado com o apoio do centrão. Essa mudança permite que recursos destinados a áreas como educação e saúde sejam utilizados para aliviar a carga financeira do setor agrícola. O texto agora aguarda votação no Senado.
A provisão para perdas esperadas do Banco do Brasil aumentou para R$ 15,9 bilhões, um crescimento de 104% em relação ao ano anterior. Esse aumento é resultado da alta inadimplência, que afeta especialmente o agronegócio, onde os atrasos acima de 90 dias já representam 3,49% do total de dívidas. Apesar da pressão por sua substituição, aliados de Lula afirmam que o desempenho financeiro do banco não deve comprometer a posição de Tarciana Medeiros.
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