- O Itaú e o Santander atualizaram suas projeções econômicas em 15 de agosto de 2025.
- O Itaú revisou suas expectativas para o dólar, projetando R$ 5,50 em 2025 e 2026, uma queda em relação à previsão anterior de R$ 5,65.
- O Santander manteve suas previsões de crescimento do PIB em 2% para 2025 e 1,5% para 2026.
- O Itaú ajustou sua projeção de inflação para 5,1% em 2025, enquanto o Santander reduziu a expectativa para 4,9% no mesmo ano.
- Ambos os bancos esperam cortes nas taxas de juros apenas em 2026, refletindo um cenário econômico desafiador.
Os bancos Itaú e Santander atualizaram suas projeções econômicas nesta sexta-feira, considerando o impacto das tarifas impostas pelo governo Trump. O Itaú revisou suas expectativas para o dólar e a inflação, enquanto o Santander manteve suas previsões de crescimento do PIB e ajustou suas expectativas para inflação e juros em 2025 e 2026.
O Itaú agora projeta o dólar a R$ 5,50 em 2025 e 2026, uma redução em relação à previsão anterior de R$ 5,65. O banco destaca que incertezas fiscais e a deterioração das contas externas limitam cenários mais otimistas. Por outro lado, o Santander manteve suas projeções em R$ 5,70 para este ano e R$ 6,00 em 2026.
Projeções de PIB e Inflação
Ambos os bancos mantiveram suas previsões de crescimento do PIB para este ano. O Itaú continua com a expectativa de 2,2% para 2025, enquanto o Santander projeta 2% para 2025 e 1,5% em 2026. O Santander também prevê um segundo trimestre mais fraco, com crescimento de apenas 0,1%, seguido por um terceiro trimestre mais robusto, com 0,4%.
Em relação à inflação, o Itaú revisou sua projeção para 5,1% em 2025, levemente abaixo dos 5,2% anteriores, mantendo 4,4% para 2026. O Santander, por sua vez, reduziu sua expectativa de 5,1% para 4,9% em 2025, enquanto mantém 4,5% para 2026. O banco ressalta que a desinflação é sustentada por preços menores de commodities e um câmbio mais forte.
Expectativas para Juros
No que diz respeito aos juros, o Itaú prevê um corte apenas no primeiro trimestre de 2026, embora ressalte que riscos podem adiar essa decisão. O Santander também espera o primeiro corte em 2026, possivelmente em março, e não na reunião de janeiro. As expectativas refletem um cenário econômico desafiador, com a política monetária restritiva e fatores externos influenciando a atividade econômica.
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