- A Oncoclínicas (ONCO3) registrou uma queda de 6,5% na receita líquida, totalizando R$ 1,46 bilhão.
- A empresa estuda um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, mas não há garantias de aprovação.
- O BTG Pactual revisou suas projeções, mantendo recomendação neutra e novo preço-alvo de R$ 3 por ação.
- O EBITDA da companhia caiu 34%, resultando em R$ 121 milhões e uma margem de 8,3%.
- A dívida líquida aumentou R$ 470 milhões, totalizando R$ 3,9 bilhões, elevando a alavancagem para 4,4 vezes a relação Dívida Líquida/EBITDA.
A Oncoclínicas (ONCO3) enfrenta um cenário desafiador, com dificuldades financeiras evidenciadas pela queda de 6,5% na receita líquida em relação ao ano anterior, totalizando R$ 1,46 bilhão. A empresa confirmou que está avaliando um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, mas ressalta que não há garantias de aprovação ou definição de termos até o momento.
Recentemente, o BTG Pactual revisou suas projeções para a Oncoclínicas, mantendo uma recomendação neutra e estabelecendo um novo preço-alvo de R$ 3 por ação. A análise do banco destaca que o EBITDA da companhia caiu 34% em comparação com as expectativas, resultando em um valor de R$ 121 milhões e uma margem de apenas 8,3%. Esse desempenho foi impactado por uma maior alavancagem operacional e aumento nas provisões para devedores duvidosos.
A dívida líquida da Oncoclínicas aumentou R$ 470 milhões entre abril e junho de 2025, totalizando R$ 3,9 bilhões. Isso elevou a alavancagem para 4,4 vezes a relação Dívida Líquida/EBITDA, em comparação com 3,3 vezes no primeiro trimestre. Os analistas do BTG Pactual, Samuel Alves e Maria Resende, afirmam que a continuidade do consumo de caixa e do endividamento são preocupações que exigem uma análise mais cautelosa sobre a tese de investimento da empresa.
Diante desse panorama, a Oncoclínicas busca alternativas para melhorar sua estrutura de capital, mas a incerteza sobre a aprovação do aumento de capital e a necessidade de uma desalavancagem efetiva permanecem como fatores críticos para o futuro da companhia.
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