- Coromandel, em Minas Gerais, é uma das quatro áreas autorizadas para exploração de diamantes no Brasil.
- Em maio de 2025, a cidade descobriu um diamante de 646,78 quilates, o segundo maior do país.
- A extração é regulamentada pela Agência Nacional de Mineração e realizada por cerca de 80 empresas e cooperativas.
- A exploração gera impacto econômico, com 2% da receita bruta revertida para o município, totalizando aproximadamente R$ 320 mil com a venda do novo diamante.
- Moradores carregam pequenas gemas como símbolo de orgulho, apesar das dificuldades enfrentadas por garimpeiros mais pobres.
Coromandel, em Minas Gerais, é uma das quatro áreas autorizadas para a exploração de diamantes no Brasil, ao lado de Juína (MT), Nordestina (BA) e Gilbués (PI). Recentemente, a cidade fez headlines ao descobrir um diamante de 646,78 quilates, o segundo maior do país, em maio de 2025. A cidade, com menos de 30 mil habitantes, é rica em kimberlitos, rochas vulcânicas que trazem as gemas à superfície.
A extração de diamantes em Coromandel é regulamentada pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e realizada por cerca de 80 empresas e cooperativas. Os garimpeiros operam em fazendas particulares, seguindo normas que visam a preservação ambiental. Em 2024, apenas três roubos foram registrados, evidenciando a segurança na região.
Os moradores têm um forte apego aos diamantes, com muitos carregando pequenas gemas como símbolo de orgulho. O jardineiro Divino Manoel de Almeida, de 74 anos, relata que sonha com diamantes diariamente e já encontrou pedras valiosas no passado. Por outro lado, o caminhoneiro Aloísio Baracho, de 45 anos, destaca que a exploração se tornou insustentável para os garimpeiros mais pobres, que recebem porcentagens menores.
Economia Local
A exploração de diamantes gera um impacto significativo na economia local. 2% da receita bruta da venda de diamantes é revertida para o município, conforme a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). A presidente da Cooperativa de Pequenos e Médios Garimpeiros (Coopemg), Denize Fernandes, afirma que a atividade beneficia diversas classes sociais e movimenta a economia da cidade.
Apesar da riqueza, muitos moradores ainda sonham em encontrar diamantes. A esperança persiste, mesmo que a realidade do garimpo tenha mudado. A presença de garimpeiros não autorizados, conhecidos como “forasteiros”, é uma preocupação constante, pois eles podem comprometer a segurança e o controle ambiental da região.
O recente diamante de 646,78 quilates foi avaliado em R$ 16 milhões, e a quantia que será repassada ao município gira em torno de R$ 320 mil. A cidade, conhecida como “Coró”, continua a ser um símbolo da riqueza mineral do Brasil, com uma história entrelaçada à busca por diamantes.
Entre na conversa da comunidade