- A taxa Selic permanece em 15% até o final de 2025, com cortes previstos para 2026.
- Projeções indicam que a Selic pode cair para 12% ao final do ciclo, com até seis cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual.
- O Boletim Focus do Banco Central confirma essa expectativa, com a inflação de julho em 0,26%, abaixo do esperado.
- Economistas, como Felipe Salles do C6 Bank, afirmam que cortes imediatos são prematuros, enquanto Carlos Eduardo Eichhorn da Mapfre Investimentos prevê reduções suaves até 2026.
- Bancos como Bradesco e Itaú Unibanco também projetam cortes para 2026, com a Selic terminando 2024 em 11,75% e 12,75%, respectivamente.
A taxa Selic, atualmente fixada em 15%, deve permanecer nesse patamar até o final de 2025, com cortes previstos para 2026. As projeções do mercado financeiro indicam que a Selic pode cair para 12% ao final do ciclo, com alguns analistas prevendo até seis cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual.
Relatórios recentes, incluindo o Boletim Focus do Banco Central, corroboram essa expectativa. A inflação oficial medida pelo IBGE em julho foi de 0,26%, um resultado abaixo do esperado, o que reacendeu discussões sobre a possibilidade de cortes na Selic ainda em 2023. Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, observa que, apesar de dados de inflação melhores, um corte imediato seria prematuro.
Carlos Eduardo Eichhorn, da Mapfre Investimentos, também acredita que o Banco Central deve seguir um caminho de reduções suaves até 2026, com a Selic terminando o próximo ano em 12,50%. Para que esse ciclo de cortes seja acelerado, a autoridade monetária depende de dados que incluam a ancoragem das projeções de inflação e a situação do mercado de trabalho.
Expectativas dos Grandes Bancos
Os principais bancos brasileiros compartilham uma visão semelhante. O Bradesco adiou suas previsões de cortes para 2026, mesmo com a inflação sob controle. O banco agora projeta que a Selic terminará 2024 em 11,75%. O Itaú Unibanco também mantém a expectativa de que a Selic se mantenha em 15% até o fim do ano, iniciando um ciclo de afrouxamento monetário no primeiro trimestre de 2026, com a taxa prevista em 12,75%.
A XP acredita que a Selic sofrerá seis quedas consecutivas a partir do próximo ano, alcançando 12%. Caio Megale, economista-chefe da instituição, ressalta que reformas fiscais serão essenciais para permitir uma redução adicional da taxa de juros.
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