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Fusão nuclear promete ser solução para a crise climática global

Investimentos em fusão nuclear superam US$ 10 bilhões, enquanto a China alcança recordes em experimentos de plasma e promete avanços significativos

Edifício de montagem no local de construção do Iter, a maior máquina experimental de fusão nuclear, em Saint-Paul-lez-Durance, França (Foto: Gao Jing - 1.dez.23/Xinhua)
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  • O investimento privado em fusão nuclear aumentou, com mais de 50 empresas captando quase US$ 10 bilhões em 2023.
  • A fusão nuclear gera energia pela união de átomos leves de hidrogênio, produzindo resíduos menos perigosos que a fissão.
  • O deutério, um isótopo de hidrogênio utilizado, é abundante na água do mar e pode sustentar a demanda energética por 26 bilhões de anos.
  • A China alcançou temperaturas de 100 milhões de graus em experimentos de plasma, mantendo a estabilidade por 18 minutos, um recorde mundial.
  • Apesar do otimismo, desafios permanecem, como cortes em universidades nos Estados Unidos, que podem atrasar o desenvolvimento da tecnologia.

Recentes avanços na fusão nuclear têm gerado otimismo no setor energético. Em 2023, mais de 50 empresas captaram quase US$ 10 bilhões para desenvolver essa tecnologia, que promete resolver a crise energética e climática. O fundador da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a fusão pode se tornar uma realidade em cinco anos, destacando o potencial transformador dessa fonte de energia.

A fusão nuclear, que gera energia a partir da união de átomos leves de hidrogênio, apresenta vantagens em relação à fissão, que quebra átomos pesados e gera resíduos radioativos. O resíduo da fusão é composto principalmente por nêutrons e hélio, um gás inerte. O deutério, um dos isótopos de hidrogênio utilizados, é abundante na água do mar, podendo sustentar a demanda energética por 26 bilhões de anos.

Avanços Tecnológicos e Investimentos

O aumento do investimento privado é um dos fatores que impulsionam o progresso na fusão. A Helion, uma das startups mais promissoras, levantou US$ 1 bilhão para suas pesquisas. Além disso, inovações tecnológicas, como ímãs supercondutores de alta temperatura e o uso de inteligência artificial para controlar o plasma, têm facilitado a aproximação dos núcleos atômicos, um dos maiores desafios da fusão.

A China também se destaca nesse cenário. O Instituto de Física do Plasma, em Hefei, alcançou temperaturas de 100 milhões de graus, superando a temperatura do sol, e manteve o plasma estável por 18 minutos, um recorde mundial. O país investiu US$ 3 bilhões em startups de fusão, além de recursos significativos em projetos governamentais.

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar do otimismo, desafios permanecem. Nos Estados Unidos, cortes em universidades podem atrasar o desenvolvimento, com laboratórios perdendo talentos. A fusão nuclear, que já foi considerada uma promessa distante, agora é vista como uma possibilidade real, com especialistas prevendo que a tecnologia pode estar disponível até 2035. A competição entre países e empresas para dominar essa nova fronteira energética está apenas começando.

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