- Dados de 2024 mostram uma redução da pobreza no México, com o número de pessoas em situação de pobreza por renda caindo de 61,8 milhões em 2018 para 46 milhões.
- A pobreza multidimensional, que considera carências em direitos sociais, também diminuiu, passando de 51,9 milhões para 38,5 milhões.
- A taxa de pobreza por renda caiu de 49,9% em 2018 para 35,4% em 2024, refletindo melhorias nos rendimentos das famílias.
- Fatores como aumento do salário mínimo real, reformas no sistema de terceirização e crescimento econômico no sul do país contribuíram para essa redução.
- Apesar da queda, a pobreza multidimensional teve uma redução menor, com 13,4 milhões de pessoas saindo dessa condição, sendo que 2,3 milhões que deixaram a pobreza por renda não eram considerados pobres multidimensionais.
Redução da Pobreza no México
Os dados de 2024 revelam uma redução significativa da pobreza no México, conforme medido pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI). O número de mexicanos em situação de pobreza por renda caiu de 61,8 milhões em 2018 para 46 milhões. Além disso, a pobreza multidimensional, que considera carências em direitos sociais, também diminuiu, passando de 51,9 milhões para 38,5 milhões.
A medição oficial da pobreza no México é multidimensional, considerando tanto a renda quanto a falta de acesso a direitos sociais, como educação, saúde e segurança social. Para ser classificado como pobre, um indivíduo deve apresentar carências em pelo menos duas dessas dimensões. A pobreza por renda, que era a única forma de medição até 2008, agora é apenas uma das dimensões.
Entre 2006 e 2018, o número de pobres aumentou em 15,3 milhões, mas a administração de Andrés Manuel López Obrador conseguiu reverter essa tendência. A taxa de pobreza por renda caiu de 49,9% em 2018 para 35,4% em 2024, refletindo uma melhora nos rendimentos das famílias. Essa mudança é atribuída ao aumento do salário mínimo real e a um mercado de trabalho mais robusto, impulsionado pela economia digital.
Fatores Contribuintes
A melhoria nas condições de vida também se deve a reformas no sistema de terceirização, que permitiram que trabalhadores obtivessem melhores salários e benefícios. O crescimento econômico mais equilibrado, especialmente no sul do país, e o aumento das transferências sociais também desempenharam papéis importantes.
No entanto, a redução da pobreza multidimensional foi menor, com 13,4 milhões de pessoas saindo dessa condição. Isso se deve ao fato de que muitos que superaram a pobreza por renda não apresentavam carências sociais, sendo classificados como “vulneráveis por renda”. Assim, 2,3 milhões de pessoas que deixaram a pobreza por renda não eram consideradas pobres multidimensionais.
A análise dos dados de pobreza no México é um marco importante e deve servir de referência para outros países da América Latina que enfrentam desafios semelhantes. A redução da pobreza, embora significativa, ainda requer atenção para garantir que os avanços sejam sustentáveis e abrangentes.
Entre na conversa da comunidade