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Funcionários apostam em trabalhar mais para garantir aposentadoria, alertam economistas

Trabalhadores americanos enfrentam desafios financeiros e de saúde, levando a aposentadorias antecipadas e mudanças nas expectativas de trabalho

Vinte/20 (Foto: Reprodução)
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  • Setenta por cento dos trabalhadores americanos consideram adiar a aposentadoria.
  • Cinquenta e oito por cento se aposentam antes do planejado, muitas vezes devido a problemas de saúde ou emprego.
  • A expectativa de vida aumentou, levando muitos a optar por trabalhar mais tempo.
  • A estrutura de aposentadoria nos EUA está mudando, com a Previdência Social enfrentando déficit e a disponibilidade de pensões caindo de sessenta e três por cento em 1989 para quinze por cento em 2023.
  • Apesar das dificuldades, trabalhadores mais jovens estão economizando mais cedo, mas imprevistos podem comprometer esses esforços.

Os trabalhadores americanos estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de não terem recursos suficientes para a aposentadoria. Uma pesquisa recente da F&G revelou que 70% dos trabalhadores ainda na ativa consideram adiar a aposentadoria. No entanto, 58% acabam se aposentando antes do planejado, frequentemente devido a problemas de saúde ou questões de emprego.

A expectativa de vida aumentou significativamente, levando muitos a optar por trabalhar por mais tempo. De acordo com o Employee Benefit Research Institute, 20% dos trabalhadores ajustaram sua idade-alvo de aposentadoria para 2024, com a maioria planejando se aposentar mais tarde. Contudo, especialistas alertam que essa estratégia pode não ser tão viável quanto parece. Teresa Ghilarducci, professora de economia, destaca que a recessão de 2008 desafiou a ideia de que todos poderiam trabalhar mais tempo, já que muitos perderam seus empregos e tiveram que recorrer às economias antes do esperado.

A estrutura tradicional de aposentadoria nos EUA, que se baseava em três pilares — Previdência Social, pensões e economias pessoais — está em transformação. A Previdência Social enfrenta um déficit de financiamento, enquanto a disponibilidade de pensões no setor privado caiu drasticamente, de 63% em 1989 para apenas 15% em 2023. Os trabalhadores agora dependem mais de planos de contribuição, como os 401(k)s, que exigem que eles mesmos decidam quanto e como investir.

Apesar das dificuldades, alguns trabalhadores mais jovens estão se adaptando. Pesquisas do Federal Reserve mostram que os millennials estão economizando mais cedo e em maior quantidade do que as gerações anteriores. Entretanto, imprevistos, como despesas médicas e perdas de emprego, podem comprometer esses esforços, levando ao que especialistas chamam de “vazamento” dos 401(k)s.

A busca por carreiras mais longas pode ser uma solução para muitos. Dados do BLS indicam que o número de americanos com 65 anos ou mais empregados cresceu 33,2% entre 2015 e 2024. Andrew Biggs, do American Enterprise Institute, ressalta que há uma demanda crescente por trabalhadores mais velhos, que trazem habilidades valiosas. No entanto, Ghilarducci alerta que a realidade do mercado de trabalho pode não corresponder a essa expectativa, já que as decisões de emprego muitas vezes estão fora do controle dos trabalhadores.

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