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Novo imposto não deve afetar significativamente a demanda por debêntures, afirma CEO

Debêntures incentivadas enfrentam nova tributação, mas continuam atraindo investidores em busca de alternativas no mercado de capitais

Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management e ex-secretário do Tesouro (Foto: Flavio Santana/VEJA)
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  • A medida provisória (MP) 1.303/25, publicada em junho, institui a cobrança de 5% de imposto de renda sobre debêntures incentivadas.
  • O CEO da Bradesco Asset, Bruno Funchal, acredita que a demanda por esses investimentos não será drasticamente afetada.
  • Funchal observou uma tendência de investidores migrando de fundos de risco e ações para debêntures incentivadas, que continuam a ser atrativas.
  • O financiamento via mercado de capitais deve alcançar R$ 140 bilhões em 2025, segundo projeções de Funchal.
  • A disponibilidade de mão de obra qualificada e a estabilidade regulatória são fatores importantes para o avanço do setor de infraestrutura no Brasil.

A medida provisória (MP) 1.303/25, publicada em junho, estabelece a cobrança de 5% de imposto de renda sobre debêntures incentivadas. Apesar dessa nova tributação, o CEO da Bradesco Asset, Bruno Funchal, acredita que a demanda por esses investimentos não será significativamente afetada. Durante o Veja Fórum de Infraestrutura, realizado em São Paulo no dia 18, Funchal comentou que, embora o apetite dos investidores possa diminuir, as debêntures incentivadas ainda se mostram mais atrativas em comparação a outros produtos financeiros.

Funchal destacou que, mesmo com a incidência do imposto, os ganhos das debêntures incentivadas continuam a ser vantajosos. Ele observou uma tendência de migração de investidores de fundos de risco e ações para o crédito, especialmente para debêntures incentivadas. O executivo também ressaltou que o mercado de capitais tem se mostrado eficaz no financiamento de infraestrutura, compensando a redução do suporte financeiro por bancos públicos.

Crescimento do Mercado de Capitais

O presidente da Bradesco Asset projetou que o financiamento via mercado de capitais deve alcançar R$ 140 bilhões neste ano. Além do financiamento, Funchal apontou que a disponibilidade de mão de obra qualificada e a estabilidade regulatória são fatores cruciais para o avanço do setor de infraestrutura no Brasil. Essa combinação de elementos tem contribuído para o fortalecimento das debêntures incentivadas como a principal ferramenta de fomento à infraestrutura no país.

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