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Dólar afeta investimentos e entender seu impacto é essencial para investidores

Estudo da FGV alerta que brasileiros devem diversificar investimentos em ativos internacionais para proteger poder de compra e mitigar riscos cambiais

Foto: Reprodução
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  • Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) recomenda que brasileiros invistam pelo menos 16% de suas carteiras em ativos internacionais para proteger o poder de compra.
  • O relatório destaca a importância da diversificação cambial, já que a maioria dos investidores ainda se concentra no real.
  • Aproximadamente 10% dos produtos consumidos no Brasil são importados e, portanto, influenciados pelo dólar, com um impacto médio nos preços de até 14%.
  • Especialistas sugerem que famílias de alta renda devem considerar um percentual de investimentos internacionais entre 17% e 18%.
  • Entre 2020 e 2024, ações de grandes empresas de tecnologia tiveram um retorno médio de 340%, superando o desempenho do S&P 500 e do Ibovespa.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) recomenda que brasileiros invistam pelo menos 16% de suas carteiras em ativos internacionais para proteger seu poder de compra. O relatório, intitulado “Impacto Cambial no Consumo dos Brasileiros e a Necessidade de Diversificação Internacional”, destaca a importância da diversificação cambial em um cenário onde a maioria dos investidores ainda se concentra no real.

Historicamente, a diversificação internacional é baixa no Brasil, o que representa um risco significativo. O estudo aponta que cerca de 10% dos produtos consumidos no país são importados e, portanto, estão atrelados ao dólar. Itens como eletrônicos, veículos e alimentos básicos são especialmente afetados pelas variações cambiais. O impacto médio do dólar nos preços pode chegar a 14%, dependendo da faixa de renda.

A Necessidade de Diversificação

Os especialistas Claudia Yoshinaga, Henrique Figueiredo, Ricardo Rochman e William Eid Junior afirmam que, para famílias de alta renda, o percentual ideal de investimentos internacionais pode ser ainda maior, variando entre 17% e 18%. A diversificação não apenas protege contra a desvalorização do real, mas também abre portas para setores pouco representados na bolsa brasileira, como tecnologia e biotecnologia.

O estudo também revela que, entre 2020 e 2024, as ações das gigantes de tecnologia, conhecidas como FANGs, tiveram um retorno médio de 340%, em contraste com os 85% do S&P 500 e 28% do Ibovespa no mesmo período. Isso evidencia as oportunidades que a diversificação internacional pode proporcionar.

Impactos da Volatilidade Cambial

Além da inflação, os gastos no exterior e a volatilidade do câmbio são fatores que devem ser considerados. Em 2023, 24 milhões de brasileiros gastaram US$ 19,5 bilhões no exterior, o que representa um impacto significativo nas finanças pessoais. O estudo sugere que, mesmo aqueles com renda mais baixa, devem considerar investimentos atrelados ao câmbio para proteger seu patrimônio.

Os especialistas da FGV concluem que a exposição ao risco cambial é uma realidade para todos os brasileiros. Portanto, investimentos em ativos internacionais e fundos cambiais podem ser estratégias eficazes para mitigar os efeitos das oscilações cambiais sobre o custo de vida, equilibrando assim o orçamento doméstico.

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