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Cade aprova fusão entre Marfrig e BRF sem impor restrições adicionais

Cade aprova fusão entre Marfrig e BRF, mas decisão final será adiada por até 60 dias devido a pedido de vista sobre a Salic na nova companhia

Foto: Divulgação / BRF
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  • A fusão entre a Marfrig e a BRF, que criará a MBRF, recebeu aprovação preliminar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas a decisão final foi adiada por um pedido de vista.
  • O caso será reavaliado em até sessenta dias.
  • A nova empresa terá uma receita estimada de R$ 152 bilhões anuais e competirá diretamente com a JBS.
  • A participação da Salic, empresa do governo saudita, na MBRF será analisada posteriormente, pois atualmente detém 11,03% das ações da BRF.
  • O presidente do Cade, Gustavo Augusto de Lima, afirmou que os direitos políticos da Salic não poderão ser exercidos até nova deliberação do tribunal.

A operação de fusão entre a Marfrig e a BRF, que resultará na criação da MBRF, recebeu um voto favorável da maioria dos conselheiros do Cade, mas a decisão final foi adiada devido a um pedido de vista. O caso retornará ao tribunal em até 60 dias para um novo julgamento.

A união, anunciada em maio de 2023, visa a incorporação total das ações da BRF, que possui marcas renomadas como Sadia e Perdigão. A nova companhia terá uma receita estimada de R$152 bilhões anuais, aumentando a competitividade no setor, especialmente em relação à JBS, que também atua nas áreas de carne de frango, suínos e bovinos.

Durante a discussão, os conselheiros abordaram a participação da Salic, empresa do governo saudita, que atualmente detém 11,03% das ações da BRF e 24,49% da Minerva, concorrente da Marfrig. A análise sobre o papel da Salic na MBRF será feita posteriormente, dependendo de notificações sobre sua posição na nova empresa.

O relator do caso e presidente do Cade, Gustavo Augusto de Lima, destacou que a operação pode ser aprovada, mas os direitos políticos da Salic não poderão ser exercidos até que o tribunal se pronuncie sobre o tema. O conselheiro Victor Oliveira Fernandes enfatizou que qualquer mudança na participação da Salic exigirá uma nova notificação ao Cade.

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